11 Nov 2009

Mais uma acha para a fogueira ;)
Este comentário, de um Amigo de quem tenho muitas saudades, foi recebido há quase um ano a propósito do propósito que me levou a escrever hoje o postal aqui em baixo ;)
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Paulo Cunha Porto said...
Sem o apuro feminino, há uma certa ordem equiparável que fica em muitos homens que fizeram tropa. Beijinho, Querida Once
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"At the age of eleven or thereabouts women acquire a poise and an ability to handle difficult situations which a man, if he is lucky, manages to achieve somewhere in the later seventies. "
P. G. Wodehouse, Uneasy MoneyBritish humorist & novelist in US (1881 - 1975)
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;) .. cheers Mr. Wodehouse
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PS_ É um facto. Comprovado. Mas essa irreverência e falta de jeito muitas vezes propositada também vos fica muito bem ;)
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9 Nov 2009

Freedom .. can you spell it? and do you feel it?

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Queria escrever algo sobre a liberdade.
Sobre o Muro de Berlim e todos os Muros, físicos e não só, que ainda temos neste planeta a que chamamos nosso, onde o homem se acha com poder legítimo para mandar em outros Homens, para os impedir de viver livres como é suposto, para os impedir de pensar. E onde esses mesmos Homens por vezes se abstêm de lutar, se recusam a reagir.
Queria escrever algo sobre o que foi para mim a “queda” do Muro de Berlim e como vivi o dia na altura. Queria contar-Vos que foi das poucas vezes que vi o meu saudoso Pai chorar e, na altura, isso teve um impacto muito maior que a visão daquelas pedras a ser marteladas e arrancadas por pessoas em euforia.
Queria. Mesmo.
E queria expressar a minha opinião sobre as opiniões que já vi escritas sobre os festejos impróprios desta fuga para a liberdade. Como se o facto de ainda haver pessoas a morrer nos impedisse de festejar as vidas que conseguimos salvar.
Queria.
Mas depois, aliando a falta de tempo para elaborar um texto profundo do qual goste a outros factores que se prendem com tantos outros detalhes de que é feito o nosso dia-a-dia, acabei por desistir, convencendo-me que era melhor deixar passar em branco por aqui, ainda que o Once tenha refilado de grande e batido com o pé no chão!
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Até ler este texto de Luís Novaes Tito.
Para quê escrever o que quer que seja se está ali escrito e assinado tudo o que penso?
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Obrigada Meu Caro.
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6 Nov 2009

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(imagem da net)

Não voltar aos locais onde fui tão feliz?
Primeiro era preciso que não achasse esta máxima um verdadeiro contra-senso, depois, era ainda preciso, que tivesse deixado de o ser. *

Bom fim-de-semana e não! não se aceitam encomendas de travesseiros ;)
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5 Nov 2009

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Lendo The Conquest of Happiness, Bertrand Russell, 1930, e pensando que de facto, real e inexplicavelmente é grande a soberba de quem se aborrece de ser feliz.
;)

4 Nov 2009

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Há uma imperceptível diferença entre sair de casa com o pequeno-almoço tomado e sem nada na barriga. É ténue a fronteira que separa a comodidade a que estamos habituados desta ideia peregrina que a mesma é garantida.
Não questionamos, nem perdemos dois segundos a pensar na sorte que temos.
Nem nunca por nunca achamos que algum dia estaremos do outro lado do muro.
Mas podemos ir lá parar. Tão subtilmente quanto.

É fértil em iniciativas a época que se avizinha. Época de hipocrisia como gostam de apelidar aqueles que pouco fazem durante o ano inteiro e estarrecidos com a capacidade de ajuda de alguns que podem até menos que eles, num tão a propósito sentido desdém bem lusitano, amofinam, criticam, encontram mil e um defeitos e levantam centenas de suspeições em cima de quem age, de quem tenta fazer a diferença entre fazer muito pouco porque muito pouco se pode e não fazer rigorosamente nada.
É pena. Mas envolvida que estou ao longo do ano inteiro em pequenas iniciativas que primam por essa linha ténue, por essa ajuda imperceptível, por esse conforto que não tem preço, não se vende na farmácia nem tão-pouco aparece nas notícias, já estou vacinada contra a untuosa sonsice que vejo grassar em alguns nichos de gente de bem.
Há anos em conversa com um amigo muito amigo que já muito viu por esse mundo fora argumentava eu, estupidamente, o mesmo género de argumentos que ouvia papaguear à minha volta. Lembro-me do ar sereno e do meio sorriso triste com que me respondeu: se de tudo o que se fizer, de todo o dinheiro que se gastar, de todas as mercadorias, bens alimentares e outros que se enviarem conseguirmos salvar uma única vida, já tudo valeu a pena.
Lembro-me de ter ficado em silêncio. Uma única vida. Que a nós nos parece dado adquirido sem direito a devolução ou pagamento de renda.

É fértil em iniciativas a época que se aproxima.
Quem sabe não conseguiremos mais que uma vida este ano.
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3 Nov 2009

Mãe .. Mulheres, Mães.

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Vejo-as todas as manhãs. Chego fresca e cheirosa, em salto alto ou em salto nenhum, estaciono no meu lugar usufruindo da comodidade de uma garagem e de outra mais importante, a de ter um carro que percorra por mim o caminho que separa a escola da minha filha do meu emprego e vice-versa. Chego normalmente a horas não partilhadas pelos meus colegas de estacionamento e vejo-as todas as manhãs.
De bata azul, chinelos nos pés, cabelo amarrado, baldes, esfregões, vassouras e panos, descem a rampa até aos lavabos onde, àquela hora matutina e após lavarem, esfregarem e desinfectarem o local que me espera para oito horas de trabalho, mudam de roupa e seguem o dia que para elas tem mais horas do que para mim. Horas de trabalho. São alegres e bem-dispostas, cumprimentam-me em coro quando me avistam, algumas são estrangeiras e não lhes sei o nome, outras, caras já minhas conhecidas, que me perguntam timidamente pela princesa cuja fotografia junto ao meu computador, lhes é familiar. O dia que para mim começa com um café duplo e a fumegar e a leitura de correios electrónicos com que me brindam os que comigo trabalham em diferentes fusos horários, sentada confortável numa cadeira de rodinhas, para elas segue já com o peso de algumas horas de afazeres que começaram quando me levantei. Ou se calhar antes disso.
São mulheres e mães como eu. E na vida certamente tomaram tantas e tão boas decisões como as que acho já tomei. Os filhos também as esperam em casa ao fim de um dia em que provavelmente chegam mais cansadas, sem tanta paciência, ou talvez não.
São vidas que correm paralelas à minha, tão perto quanto um sorriso de bom-dia faz a diferença, e no entanto tão longe da realidade que me envolve. Mulheres que limpam, lavam, esfregam e desinfectam enquanto eu escrevo, traduzo, analiso, preencho e opino, num trabalho que normalmente nem se vê, nem se dá conta que existe e que alguém o faz.
À custa de noites interrompidas e de madrugadas passadas nos transportes públicos.
À custa de horas sobre horas que a elas lhes sobram em trabalho não tão agradável. Definitivamente não tão aconchegado.

De que me queixo eu, afinal?
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2 Nov 2009

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É tal e qual.
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Há imensas diferenças com as quais nos habituamos a conviver.
Há outras que nos são quase impostas num politicamente correcto muito em voga na última década como se fossemos todos iguais, todos o mesmo.
Não somos.
Nem queiramos fazer de conta porque a nossa individualidade dificilmente nos manterá a sorrir condescendentes e apaziguantes por muito mais tempo.
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30 Oct 2009

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Começou ali ao lado a votação para o melhor texto sujeito ao tema Na Minha Terra Come-se Bem para o qual contribui com este que fala de tudo menos de receitas ! ;).
Felizmente fui a única portanto, entre receitas de ficar a aguar e curiosidades partilhadas por quem conhece bem a gastronomia da sua terra, há de tudo um pouco, acompanhado por umas imagens apetitosas e em presença de anfitriões de uma simpatia extrema. Ide, deliciai-Vos e Votai :)

Por aqui vamos por em prática o velhinho ditado quem quer vai, quem não quer manda!
Nice week-end to you all ;)
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28 Oct 2009

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O Carlos, do alto do seu rochedo, em crónica alegre e bem-disposta dardeja certeiro aqui ao Once que, ágil e de um salto, orgulhoso e vaidoso de prémios que eu sei lá ;) lhe apanha a seta colando-a e pedindo para re-decorar todo o espaço, o esquisito!
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Obrigada Carlos, pela lembrança e pelo que significa: Um blogue onde se aprende algo todos os dias parece-me de um exagero imenso, fruto de um amiguismo condenável em meios políticos, mas que por aqui, no meio das linhas da vida que vou cosendo (e por vezes descosendo) em vossa companhia, é não só de uma agradabilidade extrema como muito a propósito da função de professora que assumo na vida, a par com a de aluna.
Nomear doze blogues merecedores do tiro parece-me contudo tarefa difícil: há muito que apelidei os meus companheiros da barra lateral de Reading & Learning, o que significa que considero aprender algo diariamente com todos eles. Ainda que por vezes concorde. Ainda que por vezes discorde ;)
Mas, como nestas e em outras coisas gosto pouco de furar regras, aqui ficam os doze mais de entre tantos que são tão igualmente mais, (política eu, agora .. !)
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A Barbearia do Senhor Luís
Bandeira ao Vento
Bibliotecário de Babel
O jardim e a Casa
A senhora socrates
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Que todos se mantenham por companhia, neste mundo que de virtual tem cada vez menos.
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