23 Sep 2008

vidas (v)

Leio e releio a notícia e a sensação que me apanhou desacautelada da primeira vez que tomei conhecimento destes mundos no meu mundo, volta a sufocar-me.
Volta a aparecer a grande interrogação no meu espírito sobre se poderia eu, se poderias tu, ter feito alguma coisa para o impedir.
Penso imediatamente nos pais, nos irmãos, nas namoradas e amigos destes jovens. E deste jovem. Um jovem. Uma vida ainda pela metade, talvez menos, agoirada, angustiada, abandonada ou simplesmente ignorada? Ou não. Seria uma vida acarinhada e acompanhada em que nada havia que fizesse prever tal desenlace?
O que leva a extremos de atitudes como esta?
O que leva alguém a terminar vidas alheias e a tentar ceifar a sua antes da hora .. ? Porquê?
E vem-me ao espírito um filme recente .. um Juiz na hora da sentença, humano e compreensivo, que perante uma partilha de poder paternal se interroga: irá esta criança ter o carinho e o afecto que merece, ou será mais um a “enriquecer” as estatísticas de delinquência juvenil?

Carinho e afecto. Será por isso? Será isso?