3 Oct 2008

school (i)

Alterou o sistema de faltas, justificadas ou não. Os pais apuraram a atenção e a diligente Directora de Turma da princesa lá de casa, passou a explicar em que consistia. Ficámos a perceber que em termos de faltas não justificas as crianças só poderão dar as mesmas do tempo de aulas que têm semanalmente. Em relação às faltas justificadas tal equação duplica, sendo que em ambos os caso a contabilização é feita anualmente e contadas todas as faltas dadas não interessa em que período lectivo. Ao regressar após um período de falta a criança será colocada na sala de estudo, aumento a carga horária diária de tempo na escola, para revisionar a matéria que perdeu. Se ultrapassar o número de faltas, tanto num caso como em outro, será sujeita a uma prova de recuperação que visará essa mesma matéria.

Boa medida, penso imediatamente.
E boa medida para aqueles garotos que vejo no café ou no centro comercial a meio da manhã por exemplo. Pequenos grupos, de dois ou três, que não me parece que estejam a gozar o “merecido” furo até porque as aulas de substituição funcionam. E funcionam bem. Pelo menos, na nossa realidade.
Boa medida para aqueles pais que chegam constantemente atrasados à escola de manhã. Sabendo que com uma assinatura justificam os horários tardios a que as crianças entram, quando não o fazem com sorrisos melosos e desculpas esfarrapadas, esquecendo-se que os professores ajudam a educar-lhes os filhos .. não os próprios ;), talvez pensem duas vezes quando o despertador tocar.
Desaparecerá contudo do vocabulário a expressão usada há uns anos do “tapado por faltas” ;), e mesmo olhando para trás e sabendo quantas vezes faltei eu às aulas, não posso deixar de concordar com a medida adoptada, que sei em teste ainda.
Ressalvo a penalização injusta da criança doente .. aquela que falta sistematicamente por motivo de algum tratamento a seguir, mas confio que esses casos, provados que sejam, serão devidamente considerados.

E se os alunos “chumbarem” na prova de recuperação, indagamos. Pode acontecer, claro não sendo contudo muito certo que aconteça dado que a matéria abordada em tal prova será unicamente a que foi leccionada ao longo do período em que o aluno faltou, ou seja, confia-se que reduzida, mas pode acontecer.
E se tal acontecer, a avaliação do aluno ficará na chamada “possível retenção” até provas dadas em contrário.
Ouvi, entendi, sei que não tenho, para já, de me preocupar-me com esta situação, e pensei:
- com o trabalho que vejo os professores desenvolverem na escola da minha filha, que passa pela preparação das aulas, o pleno funcionamento da sala de estudo, a manutenção de oficinas temáticas (Matemática, Inglês, Artes e Clubes um de Arte, o Europeu e a actividade de AeroModelismo (tão a gosto da maioria dos rapazolas), a organização de dias específicos de convívio como o Dia dos Avós, o Dia da Árvore, o da Música, além da natural “trabalheira” de cada vez que há uma visita de estudo, e por aí fora, esta nova medida, vai provavelmente acrescentar-lhes mais horas, mais correcções, mais papeis, mais avaliações e preocupações.

Não sou professora, mas tenho alguns bons amigos que o são e um respeito imenso por esta profissão quando a vejo desempenhada com dedicação, profissionalismo, bom senso e alguma dose de sorrisos e abraços, porque um professor é um ser humano, por mais que haja quem disso se esqueça, .. portanto, aqui fica este post à laia de Solidariedade e Admiração.


Tenham um excelente fim de semana .. nós vamos celebrar a República na .. Cidade dos Templários ;) e não me falem, de novo, em coerência (risos)