18 Nov 2008

post insuportável (i)

Não questiono a sonsice que nos afecta por alturas do Natal.
E não a questiono por uma razão muito simples: vejo-a ao meu redor a partir de finais do mês de Novembro até ao final do ano com uma raízes, ralas e finas, pelo Janeiro adentro, para depois secar no vaso qual flor sem água e sem cuidados de jardineiro.
Mas .. longe de criticar a noção e consequente acção, acabo por dar graças pela sua existência. E isto por uma outra razão muito simples também .. se de todas as demandas levadas a cabo por estas alturas, de todos os consumos, de todos os sacos amarrados e entregues nas Igrejas, nos ATL ou nos lares de acolhimento, de todas as iniciativas que nos chegam por email para colaborar em presentes solidários, e outras de feiras e festas com intuitos beneméritos, se de toda a vontade em ajudar ainda que seja terreno virgem pelo resto do ano, resultar um Natal mais feliz e preenchido com o que de facto, e realmente, faz falta (coisa que, penso não estar muito longe da verdade, perdoem-me se assim não for e falarei por mim apenas, mas coisa que nenhum de nós sabe realmente o que seja) já valeu a pena! Àquelas almas mais cépticas que me atiram um “sabes lá se isso lá chega” quando me sabem a participar no Banco Alimentar ou em outra acção similar, costumo responder que se só chegar um quilo de arroz, já se justifica o esforço de muitos.
Portanto, longe de criticar e apontar como vejo fazer com frequência, sendo que ponteiros em riste, quase que aposto, provêm de quem não faz rigorosamente nada, nem no Natal nem nos restantes trezentos e sessenta e quatro/cinco dias do ano, eu incentivo, empolgo e empolgo-me, contribuo, ajudo e organizo.
Chamem-me “fingida”.