5 Dec 2008

intimism (xix)

(imagem da net)

O Tempo é um ser responsável.
Sem sombra de dúvida.
Assim lhe deiamos o tempo necessário para seguir o seu percurso, fazer a sua estrada, corrigir aquela lomba ou saldar o buraco que alguém se encarregou de escavar seguindo em frente sem se preocupar com quem vem atrás.
O tempo. Esse bem inestimável, por vezes, tão pouco considerado, nos ditados que são imensos e até nas lengalengas em boca de criançada. Ultimamente, confesso que tenho pensado ser o tempo uma das melhores dádivas que a vida me concede.
Tempo para me divertir, para pensar, para ler, para acompanhar crescimento da minha filha, para me encantar, para me voltar a apaixonar.
Tempo para me consumir a trabalhar pedindo às horas que se desfaçam em horas, que o dia se prolongue. Tempo para poupar ou para gastar. Para rir .. o que eu gosto de rir, para chorar. Para ouvir, conviver, correr, sair, andar devagar. Tempo para me espantar, para descobrir, para ouvir quem precisa ou interromper.
Para me recompor, sabendo que para chegar à recta que prevejo lá ao fundo onde o sol brilha de novo, vou ter de superar este obstáculo aqui, desacelerar na curva à esquerda, abrandar talvez ou quem sabe fazer um compasso de espera para que o tempo me dê tempo de lá chegar.
Tempo do tempo que tenho para Viver.
Sem conta de deve e haver, sem balanço mas sempre e acima de tudo tentando não perder a razão.
Tempo.
Obrigada.

(que o vosso seja excelente nestes dias que se aproximam)