29 Dec 2009

Man: God?

God: Yes?

Man: Can I ask you something?

God: Of course.

Man: What is for you a million of years?

God: A second.

Man: And a million of dollars?

God: A penny.

Man: God, Can you give me a penny?

God: Wait a second...

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Perspectiva, óptica, panorama, probabilidade, horizonte, vista, try it on antoher angle, enfim .. :)
Que pretendo com isto?
Que os meus próximos dias por ali não passem as quick as a second, e que os Votos que Vos endereço de Ano Novo Feliz se multipliquem por todos os anos que estão por começar :)

Cheers My friends*

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28 Dec 2009

Começou ali ao lado a votação aos textos de Natal :) iniciativa para a qual contribui com este, já vosso conhecido *
Vale a pena ler as diversas experiências, visões e até sentires de uma Quadra que, para mim, durava o ano todo ;)
Mais uma vez um Obrigada à Organização da Aldeia da Minha Vida pelo incansável trabalho a que se prestam e pela oportunidade que nos dão *

22 Dec 2009

* Merry Xmas *

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Vou poupar-Vos às descrições lamechas por aqui de uma árvore de Natal iluminada, um menino Jesus beijado a preceito, fitas, bolas, luzes e tiras de várias cores a iluminar sorrisos e votos, desejos de um Santo Natal.
Vou poupar-Vos às correrias das crianças, o por a mesa, preparar sobremesas, embrulhos de última hora e campainhas a tocar de todos quantos chegam, que estão a chegar e eu ansiosa de todos abraçar ando de lágrima no canto do olho a desejar que a Quadra se prolongue no tempo e acalme as saudades dos outros dias mais cinzentos, sem luzes e sem bolas coloridas e com menos confusão ;)
Vou ainda poupar-Vos ao que penso de cada vez que leio, vejo ou oiço alguém ter a sobranceira petulância de criticar o Natal, no que ele significa, no que concerne, no que de melhor do ser humano consegue expor.
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Deixo-Vos um pensamento de alguém que admiro, fazendo destas as minhas palavras numa humilde e assumida cópia à laia de Desejos de um Feliz Natal.
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"Os povos serão cultos na medida em que entre eles crescer o número dos que se negam a aceitar qualquer benefício dos que podem; dos que se mantêm sempre vigilantes em defesa dos oprimidos não porque tenham este ou aquele credo político, mas por isso mesmo, porque são oprimidos e neles se quebram as leis da Humanidade e da razão; dos que se levantam, sinceros e corajosos, ante as ordens injustas, não também porque saem de um dos campos em luta, mas por serem injustas; dos que acima de tudo defendem o direito de pensar e de ser digno."
Agostinho da Silva, in 'Diário de Alcestes'
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E o meu, expresso numa única linha (!) ;), a todos os Amigos que por aqui me lêem:

Concretizem os vossos sonhos,
e de caminho ajudem a concretizar sonhos alheios.
.. Mas façam por isso. Vão ver que não dói nem custa nada ;)
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* Merry Xmas *

21 Dec 2009

.. e terminou assim o excelso concurso de jericos do presépio para o qual contribuí com um desditoso e mal retratado exemplar que, ainda assim, no matter as incapacidades desta escriba no manuseio de algo mais complexo que uma caneta ou um teclado, ganhou o primeiro lugar em ex aequo com todos os outros admiráveis exemplares em análise.
Valeu-me a democracia plenamente instituída num dos melhores, se não o Melhor, blogues deste mundo que de virtual tem cada vez menos.
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Caríssimo Luís, Senhor o Barbeiro, ;) os meus agradecimentos * e para o ano conte com algo mais nítido, claro, ou quiçá eloquente, uma vez que assegurei vaga e inscrição num cursinho rápido de fotografia tipo: para que serve o flash e o que faz aquele botão ali em cima da máquina.
Máquina? Que máquina? ;)
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A todos os concorrentes os meus parabéns *

17 Dec 2009

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Lista
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Começar a deixar o plum pudding respirar
Ir ao Sr. Alberto, que já me telefonou duas vezes, buscar o bacalhau amarelo de que todos gostamos ou .. alguns fingem gostar ;)
Deixar o carro na revisão 2ª feira sem falta, e ir buscar o da Mãe, o meu tem inspecção marcada, esta revisão é demorada e tal (andei eu durante 30 anos de transportes públicos para agora apanicar de cada vez que fico sem as “minhas” quatro rodas .. )
Reconfirmar à Mãe (as avós nestas coisas confirmam e reconfirmam trinta vezes) que a toalha de Natal está na arca, os guardanapos sim, tinham ido à lavandaria a tempo e horas, e é melhor sim trazer mais uma travessa de formigos que se acabam num instante ;)
Ajudar a princesa do reino a separar as roupas e os brinquedos – a acção de solidariedade nesta altura passa pelos bairros mais carenciados do concelho e o ATL promove a entrega a famílias devidamente identificadas. Está um monte de coisas em cima do sofá do quarto dela, tenho de supervisionar ou dá tudo o que acha que faz falta aos outros sem se importar muito que ainda lhe faça falta a ela (onde, em que parte do caminho, é que perdemos esta capacidade, Senhores?)
Ir buscar os ovos do campo à Dª Amélia .. as minhas farófias não são nada de nada sem ovos do campo!
Mandar entregar as caixas de mantimentos para o almoço dos Sem Abrigo que a Fundação de Sant’ Egídio angaria todos os anos; organizámo-nos por aqui de forma inexcedível este ano, Meninas&Meninos, Parabéns!
Acabar os embrulhos; todos os anos eu digo a mesma coisa(!): vou passar a esperar nas filas para trazer tudo embrulhado para casa – não adianta! Ninguém faz embrulhos como eu ;)
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Ir buscar o sobrinho, a filha e a amiga da filha, que fica a passar fim-de-semana, e tentar, com a diferença de idades que caracteriza o trio, arranjar algo para todos fazerem .. ! (os embrulhos, talvez? ;)
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(baba alert (roubei-te Nocas;): podem parar de ler por aqui – dar os parabéns à Princesa, já dei, mas quero que fique aqui registado ;) .. entre exames, actuações, ensaios, aulas extra, testes corridos à pena e práticas de tudo e mais alguma coisa, as notas finais deste primeiro período do excelso 7º ano não podiam ter sido melhores, simplesmente porque não há melhores.
Que assim continue vida fora: como lhe costumo começar a dizer (sim, que hoje é ela que acaba a frase) .. se alguém tem a ganhar és tu, filha minha :)
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Inundei o teclado? As minhas desculpas ;) e os votos de um excelente fim-de-semana .. eu, como facilmente verificam pela lista acima, vou .. cansar-me ;))

16 Dec 2009

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"Os índices de voyeurismo crescem na proporção inversa da falta de vida interior, (...). Este é um dos problemas do nosso tempo. "

Pedro Correia
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PS_ apetecia-me imenso extrapolar a afirmação acima, descaradamente roubada na caixa de comentários do Delito de Opinião, mas, a falta de tempo, ai o tempo …! e o tanto que tenho ainda para fazer, impedem-se de me esticar ao comprido naqueles textos que saem de Lisboa ao Algarve e passam pelo Porto ;) e logo agora que até tinha aqui uns dados estatísticos que corroboram perfeitamente a afirmação ..! ;))
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(negritos meus)
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14 Dec 2009

à Atenção do Sr. Barbeiro, se fizer o favor

;)
A coisa seria bem mais simples se alguém da família me tivesse dado umas luzes de .. fotografia :) assim, meio às escuras, sei que não faço juz ao fantástico presépio herança da Avó e nem tão pouco ao pobre burro que brilha muito mais na realidade do que por aqui!

Anyway .. cá fica a minha contribuição Caríssimo Luís.
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"(...) Quem nasceu para letras pouco dá em ciências, diz a voz popular do magnífico júri (...)"
Se gostei da justificação? Mais que isso! E que o trabalho do magnífico júri foi merecedor, ele sim, de um prémio, ninguém duvida ;)
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Postal reeditado


11 Dec 2009

Carrega uma negatividade que durante muitos anos me magoou para lá do ponderável este dia 11 de Dezembro. Com a diferença de alguns anos perdi a minha Avó, a minha guia, conselheira e amiga .. e o meu Pai, Homem de Beira feito, conservador e justo, educador e acima de tudo “ensinador”.
Lembro-me que durante muito tempo passei por cima do dia como zombie, não me lembrando, ou fazendo por não me lembrar deste dia específico como se fosse possível adormecer a 10 e acordar a 12 sem ter a noção que aquelas 24 horas haviam sido vividas, recordadas, lembradas, sofridas. Fazia de tudo para que nada de extraordinário acontecesse neste dia. Nada mesmo. Para que um dia mais tarde, um ano mais tarde ou vários, não tivesse de o recordar por outras razões que não fosse a que queria esquecer.
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Tive algum sucesso neste meu propósito até ao dia 11 de Dezembro de 1996. Os enjoos haviam começado há algumas semanas, havia um pequeno atraso, muito pequeno, naquele calendário que todas as mulheres conhecem, e sem querer esperar mais fui à farmácia e comprei um teste de gravidez entre o divertido e o ansioso.
O resultado vocês sabem qual foi. No dia 11. De Dezembro. Acho que este acontecimento, que poderia ter acontecido em outro dia qualquer no mês antes ou a seguir me reconciliou com a minha raiva, a minha revolta, o meu não entender, não querer entender a partida tão precoce da minha Avó. Lembro-me, porque durante os anos seguintes me quis lembrar, que nesse dia entrei pela primeira vez numa Igreja, depois de a ter abandonado, e rezei. Pela minha Avó. Depois por mim, pela minha família, e pelo filho que tinha acabado de saber trazia dentro de mim. Dois anos mais tarde repeti o ritual desta vez pelo meu Pai. E por muito revoltada que estivesse naquela altura, lembro-me de ter pensado neste mesmo dia dois anos antes, na alegria sentida naquela Igreja sozinha, e quase, quase, conseguir entre lágrimas, pressentir o sorriso franco do "velhote" contente por ter conhecido a neta, conformado numa partida que parece sempre cedo demais, deixando-nos a nós, filhos, a herança de continuar. Sempre em frente. Jamais desistir.
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A morte, principalmente, de quem amo? Não a entendo. Mas “fui forçada” a aceitá-la.
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Desejo-Vos um sereno fim-de-semana, se possível à beira de uma lareira *

10 Dec 2009

Começou ali ao lado outra daquelas iniciativas que faço questão de aceitar convite. Primeiro, porque se ainda não perceberam ;) há poucas coisas que me proporcionem tanto prazer como escrever :) .. depois, porque falar das minhas memórias, abrilhantadas ou não, é algo que faço sem esforço, num intimismo muito próprio de quem foi criado entre duas culturas, duas maneiras de pensar, viver, acreditar mas um mesmíssimo coração ;)
"Peneiras" à parte não percam por ali o Meu Natal, onde todos vamos versar sobre a quadra, presa ainda na memória ou actual, ou .. ou .. :)
Espero que gostem *
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Deixo um Bem-Haja à Organização da Aldeia da Minha Vida, por mais este convite *

9 Dec 2009


Um ano novinho em folha .. a estrear.
Um ano com dias por preencher, lugares vagos em agendas imaculadas, sem notas nem apontamentos.
Um ano novo, e ainda por cima par, tudo novo. De aproveitar.
Como se “começar de novo” tivesse ainda algum sentido.
Dou por mim a recordar o primeiro banho do ano, numa altura em que se cumpriam tradições porque sabia bem fazê-lo.
Lembro-me do mais corajoso, o velho Tio, que não obstante a temperatura para lá de mínima, entrava na gélida água de um furioso mar dia 01 de Janeiro cumprindo um ritual com direito a duas semanas de cama logo a seguir.
Recordo ainda a peça de roupa azul, feita em casa normalmente, que todos estreávamos num acreditar que teríamos assim boa sorte, paz e saúde.
Recordo as passas que se engoliam, o salto para cima da cadeira, os votos e desejos em que se acreditava, com toda a força acreditava-se que assim se cumpririam.
A brand new year .. de cada vez que se inicia um novo ano tenho esta sensação, qualquer coisa de novo, de particularmente bonito, que me é acessível, como não preenchê-lo sendo feliz ? ;)

7 Dec 2009

can't wait ;)

4 Dec 2009

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Inspira-me este texto da Margarida a concordar. Inspira-me a dizer o que penso sobre o tema. Frutuosa é esta vida que me permite a mim e a ti numa mesmíssima (será?) situação aprender diferente, sentir diferente, gritar diferente e acabar igual.
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Matar alguém dentro de mim?
Alguém que já ocupou o canto do coração dedicado ao sentir de todo o músculo? Alguém por quem vibrei, com quem vivi, com quem ri e por causa de quem chorei? (tenho para mim se que em dada altura não choramos não sentimos verdadeiramente, que querem?). Matar o passageiro que a vida colocou direitinho, sentado e bem penteado no lugar ao lado daquele que eu ocupava, e que por causa de uma coincidência tão parva quanto um concerto de piano ou uma ida à praia, um passeio de moto ou outra coisa qualquer assim simples e idiota se amarrou a mim e eu a ele e fomos felizes, infelizes e felizes outra vez?
Não.
Nunca matei ninguém que tenha deixado entrar sentimento adentro com artes de invasor. Mas .. ah pois, achavam que era assim coisa linear de Mulherzinha bem comportada que fala francês, inglês e alemão e toca piano, não? Mas .. consegui outro algo. Esquecer. E acima de tudo .. ignorar. Num processo lento e acarinhado, por vezes rasgado e ensopado em lágrimas, sem desprezo, sem dor de cotovelo ou em outra qualquer extremidade de corpo, com alguma angústia. Esquecer.
Ignorar.
E acima de tudo (este acima, acima do outro s.f.f.) permitir ao músculo que vibre de novo, se encante e me encante, me faça feliz e me permita ser feliz.

Parece fácil não parece? Mas não é.

Tenham um excelente fim-de-semana :)
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3 Dec 2009

deficiência Vs diferença .. será?

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Por causa do que li aqui :) lembrei-me do que havia escrito neste postal.
Hoje, a Joana já está no quarto ano. Fez um ano em dois civis mas para ela, para os pais e amigos, o tempo não se mede em calendários escrupulosos com direito a passagem ou chumbo mas sim em sorrisos.
E o sorriso que lhe vejo na carinha ternurenta quando se despede da minha filha ao final da tarde, no ATL, é um sorriso feliz.
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Acho que é em sorrisos felizes que temos de passar a equacionar este tema.
Porque há muito quem se ache normal e não queira saber o que isso significa.
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Je crois qu'il faut presque toujours un coup de folie
pour bâtir un destin.
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and I totally agree Miss Yourcenar ;)
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30 Nov 2009

home-work for the holiday ;)

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fotografia retirada da internet
may yours be as blessed as *
Well you done done me and you bet I felt it
I tried to be chill but you're so hot that I melted
I fell right through the cracks, now I'm trying to get back
Before the cool done run out I'll be giving it my bestest
And nothing's going to stop me but divine intervention
I reckon it's again my turn to win some or learn some
But I won't hesitate no more, no more
It cannot wait, I'm yours
Well open up your mind and see like me
Open up your plans and then you're free
Look into your heart and you'll find love love love love
Listen to the music of the moment people, dance and sing
We're just one big family
And it's our God-forsaken right to be loved loved loved loved loved
So I won't hesitate no more, no more
It cannot wait, I'm sure
There's no need to complicate, our time is short
This is our fate, I'm yours
Jason Mraz
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life is .. breathtaking ;) isn't it?

27 Nov 2009

Não sou de lágrima fácil eu.
A sério que não sou. Mais depressa choro num filme da Disney como por exemplo no do Rei Leão para vergonha dos meus sobrinhos, ou no Papuça e Dentuça perante o olhar atónito da princesa (que hoje também chora ao revê-lo) do que com situações da vida.
Daquelas pesadas que nos tiram o fôlego e a energia. Que nos consomem por dentro e por fora, fazendo-nos perder peso no corpo e na alma.
Na escritas é a mesma coisa. Gosto de romances históricos, carregados de referências em que os vilões sejam inteligentes ainda que lhe deseje o castigo, e as donzelas etéreas, gosto de biografias, emocionando-me com histórias de vida real mais do que com qualquer ficção bem armada, ou de uma qualquer outra trama que me prenda atenção e me faça, noite fora, roubar ao corpo o descanso merecido em troca do alimento da mente.
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Contudo, por vezes, raramente, sou surpreendida.
Pela forma como se arrumam as letras, pela carga sentimental que transportam maior que os adjectivos que possa expor por aqui para qualificar o que quer que seja, mais abrangentes que todos os recursos estilísticos que se papagueiam em matérias de programas de língua portuguesa ou outra.
Por vezes.
E desta vez fui agradavelmente surpreendida por uma lágrima salgada que escorreu e secou antes que lhe desse pela forma, tão inebriada estava na leitura, desejosa de mais, saber mais, descobrir.
.
Parabéns Cristina.
Seguidora por aqui me mantém, calcorreando, pela sua pena, essa Rua da Memória.
Aconselho-vos a ler tudo de tudo.
E a esperar que outro tanto por ali apareça.
.
* Bom fim-de-semana *

26 Nov 2009

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"Desejaria contemplar um mundo no qual a educação visasse libertar o espírito da juventude e não aprisioná-lo numa armadura de dogmas destinada a protegê-lo, ao longo da sua existência, das flechas das provas objectivas.
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O mundo tem necessidade de corações abertos, de espíritos francos, e não é por intermédio de sistemas rígidos, antigos ou novos, que se poderão obter
."
:)
Bertrand Russell (1872-1970) in Why I am not a Christian
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25 Nov 2009

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You’d better watch out
You’d better not cry
Better not pout
I’m telling you why
Santa Claus is coming to town
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Idades: 12, 5, 3 e 1 ;)
chega para explicar o desassossego que sinto instalar-se assim de mansinho em faces coradas, sorrisos abertos e mil perguntas no ar?
Guess so ;)

24 Nov 2009

interpretações (viii)

Fotografia do Luís em Outros Olhares
Posso ir?
Têm a certeza?
E se no fundo do fundo que não vejo estiver algo que não me permita voltar atrás?
Haverá outro caminho?
Poderei virar à esquerda ou à direita? Poderei voltar atrás?
E se me perco não mais me encontrando?
E se te perco?
Voltarás a procurar-me até me encontrares se seguir o caminho direito que vejo até ao fundo sem fundo?
E se te perdes tu? Haverá como te encontrar?
Quererás tu que te encontre como eu quero que não me percas?
Posso ir?
E tu vens comigo?
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Obrigada Luís. Verdadeiras inspirações as tuas fotografias :)

23 Nov 2009

soul strip (I)

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Há imensas diferenças que temos de gerir. Os credos, as cores, o gostas de tourada? Ou a literatura, os gostos cinéfilos, e os gastronómicos, os temperos apurados ou não? a roupa espalhada, calças vincadas? e os livros desarrumados, o lado da cama e a água, fresca? Natural? Com gelo? A vida de duas pessoas pauta-se por um entendimento tácito por vezes pouco verbal, argumentativo, por uma consciência da decisão tomada e a alimentar, de corpo e coração e cabeça na sentença, porque para ser de outra forma qualquer falta-me a ilha e a cabana.
De romântica incurável à custa de dois erros que repeti até à exaustão passei a romântica sem nervos (os quarenta dão-nos aquela mescla de serenidade fogosa que ao fim e ao cabo nos protege também ;), sem ânsias e com muita expectativa e esperança naquilo que acredito serem as decisões tomadas. Porque a parafernália de opções continua aí ao virar da esquina, mascarada de sedan’s luzidios e cartões de crédito com plafonds criminosos, palavras caríssimas arrancadas a um thesaurus que infelizmente não traz dicionário; ou seja, most of the time, more shadow than substance.
O resto, o enorme e imensurável resto, o querer estar porque sim e procurar estar porque se quer é outra conversa, ou outros 500 como dizia a minha avó paterna, mulher da beira, pragmática, e para qualquer decisão neste sentido há uma característica fundamental que ou se tem, ou posso garantir que já não nasce: o respeito.

Mais que o amor, a atracção física essencial, fundamental, os planos para um futuro que se acha sempre para sempre, a escolha das mobílias e dos copos da cozinha, a decoração do quarto das crianças e o sofá de pele com que sempre se sonhou, o cheirar bem da boca, e o comer com todos os talheres, há o respeito. E com ele o entendimento das palavras compromisso e lealdade.
E quando existem e são sentidos e partilhados, estão alicerçadas as bases para que tudo a que nos propomos dê os seus frutos. Colheitas. Não é a vida feita de colheitas? Até há um ditado a propósito.

Quando não, continue lá a despejar a banheira com a colher de sopa para ver se alguém se importa .. ;)

És uma sortuda, atiraram-me no outro dia à laia de mescla entre a inveja saudável e legítima e outra coisa qualquer que identifiquei em fundo.
Sou. Mas acima de tudo sou uma crente.
E isso não quer dizer nada mais que uma grande confiança no que sou capaz de quando tenho a sorte que tenho tido de me deparar com pessoas de bem. Nada mais, mesmo.
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20 Nov 2009

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Não imites nada nem ninguém.
Um leão que copia um leão torna-se um macaco.
Victor Hugo
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Porque anda para aí uma macaquice pegada que até pasmo como passa por inédita a intenção.
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;) Bom fim-de-semana *
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19 Nov 2009

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Acabou ali o meu segundo conto.
Porque há irrealidades tão possíveis quanto realidades impossíveis. Achamos nós.
Mas não são.
Mesmo.
:)
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17 Nov 2009

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Inaugurei por aqui ontem a época natalícia :) Fica o aviso que daqui até ao final do ano este blogue vai andar insuportavelmente enjoativo! ;)
Just in case *
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PS_ e o trabalho tem sido imenso, além dos ensaios para o sarau da mais que tudo lá de casa, e dos horários estapafurdios das aulas para o exame de sela, e .. e ... (não queriam mais nada!) e eu sem tempo para respirar, passeoblogar , comentar, escrever and so on *
C'est la vie
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* Boa Semana *

13 Nov 2009

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Gostei imenso deste texto da Cristina Nobre Soares que, a propósito, apresenta o seu Gineceu no próximo dia 14 na Lx Factory pelas 18h00 :) Parabéns Cristina :) * estamos a aplaudir *
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A propósito de leituras e se há pessoa que escreve com a sensibilidade no aparo da caneta é esta Minha Amiga :) já leram mais bonito desejo de Feliz Aniversário? Eu não.
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O Pedro Correia iniciou-se no Delito de uma nova série que me encanta, e como este postal de hoje é para falar do que me agradou (e desagradou) nos últimos tempos, aqui fica o registo, desta vez sobre o Rios deste nosso amado (por vezes mal) Portugal :)
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Assumo-me desde já sextafeiraódependente das crónicas que, de graça, Patti e Carlos, nos oferecem nos seus espaços. E ainda que a senhora PresidentA esteja à minha espera por aqui este fim-de-semana (acreditam que não encontro o meu chapéu?!) isso não é desculpa para não ter deixado a coisa pronta a sair do micro-ondas à hora Y! ;) .. nem eu tenho desculpa pela falta de atenção (Obrigada Gi, vais pagá-las!) :) As crónicas são quinzenais, Menina, repito dez vezes!
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João Severino, iniciou uma série de retalhos da sua Vida. Vale a pena ler! Alguns tão intensos que me deixam um nó na garganta e a impossibilidade de comentar por nada haver a acrescentar. Abraço João. Libertar fantasmas .. *
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O que me descontentou, perguntam?
Isso é para outro postal. Aquele que vai falar de voyeurismo, cusquice, dor de cotovelo, amargura, despeito, fel e inveja, mentira e invenção; tanta que os intervenientes já nem sabem às quantas andam, os pobres ;)
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Mas por ora não tenho tempo! E até ter pode ser que faça por me esquecer. Afinal se sou defensora da filosofia que as coisas (sim, coisas) só têm a importância que lhes damos, está na altura de passar para o acto a frase pomposa, right?
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..tenho obrigatoriamente que encontrar o meu chapéu!
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Have an outclass week-end!
Howdy! ;)

12 Nov 2009

A propósito deste texto brilhante da Teresa Ribeiro, lembrei-me da minha singela short novel baseada em ficções verazes, e dei por mim a pensar em todos os casos que conheço, vividos por pessoas que conheço.
De facto, e realmente, há um de sucesso! com direito a prole e entusiasmo de alma gémea ;)
Os outros?
Não passaram de caçadas falhadas, alguns em que as meninas e os meninos deram pela coisa a tempo, outros em que desconfio ainda vão dar.

;)
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11 Nov 2009

Mais uma acha para a fogueira ;)
Este comentário, de um Amigo de quem tenho muitas saudades, foi recebido há quase um ano a propósito do propósito que me levou a escrever hoje o postal aqui em baixo ;)
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Paulo Cunha Porto said...
Sem o apuro feminino, há uma certa ordem equiparável que fica em muitos homens que fizeram tropa. Beijinho, Querida Once
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"At the age of eleven or thereabouts women acquire a poise and an ability to handle difficult situations which a man, if he is lucky, manages to achieve somewhere in the later seventies. "
P. G. Wodehouse, Uneasy MoneyBritish humorist & novelist in US (1881 - 1975)
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;) .. cheers Mr. Wodehouse
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PS_ É um facto. Comprovado. Mas essa irreverência e falta de jeito muitas vezes propositada também vos fica muito bem ;)
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9 Nov 2009

Freedom .. can you spell it? and do you feel it?

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Queria escrever algo sobre a liberdade.
Sobre o Muro de Berlim e todos os Muros, físicos e não só, que ainda temos neste planeta a que chamamos nosso, onde o homem se acha com poder legítimo para mandar em outros Homens, para os impedir de viver livres como é suposto, para os impedir de pensar. E onde esses mesmos Homens por vezes se abstêm de lutar, se recusam a reagir.
Queria escrever algo sobre o que foi para mim a “queda” do Muro de Berlim e como vivi o dia na altura. Queria contar-Vos que foi das poucas vezes que vi o meu saudoso Pai chorar e, na altura, isso teve um impacto muito maior que a visão daquelas pedras a ser marteladas e arrancadas por pessoas em euforia.
Queria. Mesmo.
E queria expressar a minha opinião sobre as opiniões que já vi escritas sobre os festejos impróprios desta fuga para a liberdade. Como se o facto de ainda haver pessoas a morrer nos impedisse de festejar as vidas que conseguimos salvar.
Queria.
Mas depois, aliando a falta de tempo para elaborar um texto profundo do qual goste a outros factores que se prendem com tantos outros detalhes de que é feito o nosso dia-a-dia, acabei por desistir, convencendo-me que era melhor deixar passar em branco por aqui, ainda que o Once tenha refilado de grande e batido com o pé no chão!
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Até ler este texto de Luís Novaes Tito.
Para quê escrever o que quer que seja se está ali escrito e assinado tudo o que penso?
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Obrigada Meu Caro.
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6 Nov 2009

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(imagem da net)

Não voltar aos locais onde fui tão feliz?
Primeiro era preciso que não achasse esta máxima um verdadeiro contra-senso, depois, era ainda preciso, que tivesse deixado de o ser. *

Bom fim-de-semana e não! não se aceitam encomendas de travesseiros ;)
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5 Nov 2009

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Lendo The Conquest of Happiness, Bertrand Russell, 1930, e pensando que de facto, real e inexplicavelmente é grande a soberba de quem se aborrece de ser feliz.
;)

4 Nov 2009

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Há uma imperceptível diferença entre sair de casa com o pequeno-almoço tomado e sem nada na barriga. É ténue a fronteira que separa a comodidade a que estamos habituados desta ideia peregrina que a mesma é garantida.
Não questionamos, nem perdemos dois segundos a pensar na sorte que temos.
Nem nunca por nunca achamos que algum dia estaremos do outro lado do muro.
Mas podemos ir lá parar. Tão subtilmente quanto.

É fértil em iniciativas a época que se avizinha. Época de hipocrisia como gostam de apelidar aqueles que pouco fazem durante o ano inteiro e estarrecidos com a capacidade de ajuda de alguns que podem até menos que eles, num tão a propósito sentido desdém bem lusitano, amofinam, criticam, encontram mil e um defeitos e levantam centenas de suspeições em cima de quem age, de quem tenta fazer a diferença entre fazer muito pouco porque muito pouco se pode e não fazer rigorosamente nada.
É pena. Mas envolvida que estou ao longo do ano inteiro em pequenas iniciativas que primam por essa linha ténue, por essa ajuda imperceptível, por esse conforto que não tem preço, não se vende na farmácia nem tão-pouco aparece nas notícias, já estou vacinada contra a untuosa sonsice que vejo grassar em alguns nichos de gente de bem.
Há anos em conversa com um amigo muito amigo que já muito viu por esse mundo fora argumentava eu, estupidamente, o mesmo género de argumentos que ouvia papaguear à minha volta. Lembro-me do ar sereno e do meio sorriso triste com que me respondeu: se de tudo o que se fizer, de todo o dinheiro que se gastar, de todas as mercadorias, bens alimentares e outros que se enviarem conseguirmos salvar uma única vida, já tudo valeu a pena.
Lembro-me de ter ficado em silêncio. Uma única vida. Que a nós nos parece dado adquirido sem direito a devolução ou pagamento de renda.

É fértil em iniciativas a época que se aproxima.
Quem sabe não conseguiremos mais que uma vida este ano.
_

3 Nov 2009

Mãe .. Mulheres, Mães.

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Vejo-as todas as manhãs. Chego fresca e cheirosa, em salto alto ou em salto nenhum, estaciono no meu lugar usufruindo da comodidade de uma garagem e de outra mais importante, a de ter um carro que percorra por mim o caminho que separa a escola da minha filha do meu emprego e vice-versa. Chego normalmente a horas não partilhadas pelos meus colegas de estacionamento e vejo-as todas as manhãs.
De bata azul, chinelos nos pés, cabelo amarrado, baldes, esfregões, vassouras e panos, descem a rampa até aos lavabos onde, àquela hora matutina e após lavarem, esfregarem e desinfectarem o local que me espera para oito horas de trabalho, mudam de roupa e seguem o dia que para elas tem mais horas do que para mim. Horas de trabalho. São alegres e bem-dispostas, cumprimentam-me em coro quando me avistam, algumas são estrangeiras e não lhes sei o nome, outras, caras já minhas conhecidas, que me perguntam timidamente pela princesa cuja fotografia junto ao meu computador, lhes é familiar. O dia que para mim começa com um café duplo e a fumegar e a leitura de correios electrónicos com que me brindam os que comigo trabalham em diferentes fusos horários, sentada confortável numa cadeira de rodinhas, para elas segue já com o peso de algumas horas de afazeres que começaram quando me levantei. Ou se calhar antes disso.
São mulheres e mães como eu. E na vida certamente tomaram tantas e tão boas decisões como as que acho já tomei. Os filhos também as esperam em casa ao fim de um dia em que provavelmente chegam mais cansadas, sem tanta paciência, ou talvez não.
São vidas que correm paralelas à minha, tão perto quanto um sorriso de bom-dia faz a diferença, e no entanto tão longe da realidade que me envolve. Mulheres que limpam, lavam, esfregam e desinfectam enquanto eu escrevo, traduzo, analiso, preencho e opino, num trabalho que normalmente nem se vê, nem se dá conta que existe e que alguém o faz.
À custa de noites interrompidas e de madrugadas passadas nos transportes públicos.
À custa de horas sobre horas que a elas lhes sobram em trabalho não tão agradável. Definitivamente não tão aconchegado.

De que me queixo eu, afinal?
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2 Nov 2009

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É tal e qual.
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Há imensas diferenças com as quais nos habituamos a conviver.
Há outras que nos são quase impostas num politicamente correcto muito em voga na última década como se fossemos todos iguais, todos o mesmo.
Não somos.
Nem queiramos fazer de conta porque a nossa individualidade dificilmente nos manterá a sorrir condescendentes e apaziguantes por muito mais tempo.
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30 Oct 2009

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Começou ali ao lado a votação para o melhor texto sujeito ao tema Na Minha Terra Come-se Bem para o qual contribui com este que fala de tudo menos de receitas ! ;).
Felizmente fui a única portanto, entre receitas de ficar a aguar e curiosidades partilhadas por quem conhece bem a gastronomia da sua terra, há de tudo um pouco, acompanhado por umas imagens apetitosas e em presença de anfitriões de uma simpatia extrema. Ide, deliciai-Vos e Votai :)

Por aqui vamos por em prática o velhinho ditado quem quer vai, quem não quer manda!
Nice week-end to you all ;)
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28 Oct 2009

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O Carlos, do alto do seu rochedo, em crónica alegre e bem-disposta dardeja certeiro aqui ao Once que, ágil e de um salto, orgulhoso e vaidoso de prémios que eu sei lá ;) lhe apanha a seta colando-a e pedindo para re-decorar todo o espaço, o esquisito!
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Obrigada Carlos, pela lembrança e pelo que significa: Um blogue onde se aprende algo todos os dias parece-me de um exagero imenso, fruto de um amiguismo condenável em meios políticos, mas que por aqui, no meio das linhas da vida que vou cosendo (e por vezes descosendo) em vossa companhia, é não só de uma agradabilidade extrema como muito a propósito da função de professora que assumo na vida, a par com a de aluna.
Nomear doze blogues merecedores do tiro parece-me contudo tarefa difícil: há muito que apelidei os meus companheiros da barra lateral de Reading & Learning, o que significa que considero aprender algo diariamente com todos eles. Ainda que por vezes concorde. Ainda que por vezes discorde ;)
Mas, como nestas e em outras coisas gosto pouco de furar regras, aqui ficam os doze mais de entre tantos que são tão igualmente mais, (política eu, agora .. !)
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A Barbearia do Senhor Luís
Bandeira ao Vento
Bibliotecário de Babel
O jardim e a Casa
A senhora socrates
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Que todos se mantenham por companhia, neste mundo que de virtual tem cada vez menos.
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27 Oct 2009

interpretações (vii)

A fotografia é de LB nos seus Outros Olhares,
um privilegiado de alma na lente :)
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E às vezes pergunto-me e pergunto-Lhe se é para estar sozinho Deus Meu porque que me deste um coração? Porque me deste estas sensações que tento sufocar na água que brilha, porque me fizeste pensante e pungente, porque me deste a paixão e me ensinaste a calar a cobiça.

Porque me fazes carregar a cruz da solidão, tu que carregaste A dos pecados do homem sem um lamento, sou nada perto de ti e nada parecido contigo pelo que o à semelhança não se concretizou neste teu pequeno ser, aceita um conselho de alguém que acha poder dar-to e desiste! Porque me obrigas a vir mirar-te no espelho indiferente destas águas que passam cálidas e me pedes para tudo questionar e mais outro tudo ainda e sobretudo concluir que quase nada me dás nas respostas que te peço. Respostas. Preciso de respostas.
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Se é para estar sozinho Deus Meu, se é para me sentir assim quase invisível, se é para nada ter por onde começar, nada para escrever, construir, nada para deixar, porque me fizeste?

Para que me fizeste?
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26 Oct 2009

upclose

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Casa de vidro é um filme mediano. Duas crianças que ficam órfãs são acolhidas por um casal supostamente amigo e de puras intenções. Não eram. E as intenções por muito que se revistam de grandes palavreados sonoros e sensíveis dificilmente são puras.
Vi-o sem grande atenção, confesso, perdida em outros pensamentos. Aqueles que me assaltam sempre que estou prestes a tomar uma decisão. Pondero, penso, elaboro cenários de consequências, esfrangalho-as e vejo-me em cada uma a decidir de novo como reagir. Há experiências que nos preparam para a Vida. Assim sonante e com capital letter. Há outras que apenas servem para nos desviar do caminho, fazer um balanço, pensar um pouco, perder tempo.
Nem tudo o que nos acontece nos prepara para quando voltar a acontecer é certo, tendo eu esta teoria redonda que as coisas são quase sempre as mesmas e têm a importância que lhes damos.
Nem mais nem menos.
E se é possível aprender com os erros, como dizem os sensatos que até parece nunca erraram, também é muito cá da casa a teoria, mais quadrada desta vez, que os erros, são invariavelmente os mesmos. E a capacidade de não sofrermos tanto numa segunda ou terceira vez tem precisamente a ver com a inexistência do factor surpresa. Portanto, tantas linhas para dizer menos que nada, e eu perdida em cogitações, menina aventureira ainda de caracóis ao vento dentro de mim, que aos porquês da vida gosto de responder com E porque não? para desespero de quem me interpela.

Há experiências que nos preparam para a vida.
São aquelas que mais tarde recordamos com um sabor doce ou azedo, de lágrima nos olhos ou sorriso nos lábios. Ou ambos.

Depois há as outras. Aquelas que temos de viver.
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PS_1
E como diz a princesa lá de casa .. às vezes pergunto-me com quem terá aprendido? ;) .. gosto tanto da nossa Vida, Mamã!

PS_2
.. sim, eu sei que aquele pronome em breve vai deixar de ser conjugado na 1ª pessoa do plural :)
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Life is wonderful indeed (continuo neste registo enjoativo, mas que querem?) *
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23 Oct 2009

.. desejo-Vos um excelente fim-de-semana :)



"Nós por cá" ;) vamos .. fazer planos!
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22 Oct 2009

weighing up


Imagem retirada da net _

Encontrei-os há dias na escola de equitação da princesa. A filha, já com dezasseis anos, concorre aos Nacionais pela primeira vez este ano, a minha prepara-se para o primeiro exame de sela, coisa pomposa que lhe vai valer a participação em provas de dressage a partir de Dezembro.
Há alguns anos que não os via. Continuam iguais a si mesmo, bem-dispostos, amigos, como o provou o abraço em que fui envolvida, e acima de tudo, juntos.
Tenho pelos casais que superam as intempéries, uma verdadeira admiração. E tenho, porque não tendo conseguido manter o meu casamento, considero que aqueles que se aturam ao fim de vinte ou vinte e cinco anos, contra tudo e acima de tudo contra todos e todas, são de laurear, admirar e respeitar, numa altura em que a realidade que nos cinge é a do usa e deita fora ou se preferirem toca e foge.

Gostei de os ver. Relembrámos uma altura das nossas vidas em que partilhámos tanto que parecia impossível que nos separássemos, como acabou por acontecer. Pelos casamentos, pelas mudanças de casa, de vida, de emprego, pelo nascimento dos filhos. Caminhos muitas vezes paralelos, outras em direcções opostas que a vida se encarrega de juntar de quando em vez como um mimo, uma prenda.

E gostei acima de tudo de voltar para casa com a sensação que estou no caminho certo.
Acreditando que a brick a day, suado e por vezes sofrido, ou entre gozos e gargalhadas, ou de outra forma qualquer mas acima de tudo com honestidade, lealdade e outras não necessariamente terminadas da mesma forma ;), faz mais pela vida de um casal que todas as palavras mansas, rebuscadas .. (bla, bla, bla com evidentes confusões entre de’s e em’s + a’s)

Mas, e como tenho a mania de dar sempre a volta à situação por mais adversa que se me apresente, acabei a pensar que não tendo passado por tudo o que passei não saborearia hoje o que tenho desta forma intensa, que penso ser a única em que vale a pena apostar. Porque para coisas morninhas tenho sempre a manta do sofá, todo para mim, onde posso regressar.

Posso, porque agora não quero. Isn't life wonderful? Yes, it is. ;)
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21 Oct 2009

commitment

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Fotografia da net
as long as we wish and we wish it long ;)
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20 Oct 2009

alinhavados

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desconcertante este senhor Alfaiate
sem medidas, lápis atrás da orelha ou giz de marcar na mão ;)
desconcertante mas .. viciante.
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Territórios de Caça

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Acompanhei-lhe a escrita durante algum tempo há muito tempo. Agora soube aqui que o livro, cujos episódios on_line me encantaram na altura, foi impresso, tem capa, e vai ser apresentado no próximo dia 9 na Bertrand do Chiado.
Parabéns, Caro Luís Naves. E .. venham mais!
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19 Oct 2009

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Inicia-se a menina lá de casa nas artes da culinária. De sorriso enfarinhado e avental maior que si mesma, afinca-se no manuseio das facas que cortam rente e dos temperos. Em cima do parapeito da janela da cozinha, a mesma que já se pinta de tons outonais não fazendo grande caso das temperaturas de Verão, alinham-se os vasos carregados de tomilho, orégãos, manjericão, salsa e coentros, e uma já cheirosa alfazema. A princesa aprende a retirar os que estão maduros para tempero, cortá-los finos depois de lavados, e espalhá-los com conta peso e medida, deixando as minúsculas folhas soltarem-se dos dedos, inundando o ar com um cheiro agradável e apetitoso. Algumas gotas de limão, tomate cortado em pequenos cubos e cebolas a estalar em lume brando, que alouram e salpicam, a carne em cubos e um grande testo a tapar a frigideira do petisco. Ao lado, em lume muito baixo para não pegar, ferve um arroz lavado e escorrido, com pequenos pedaços de alho desfeitos com a palma da mão, um generoso fio de azeite e uma pitada de sal. A sobremesa? Maçãs assadas no forno, cobertas de açúcar amarelo, e envoltas em papel vegetal como sempre vi a minha avó fazer.

Limpa as mãos a princesa e esfrega-as com creme. Arruma o avental dependurado por detrás da porta da despensa. Limpa o balcão da cozinha, pega nos individuais e coloca os pratos, talheres, copos e guardanapos. Para a mesa, menina, chama-me a rir à gargalhada.

Felicidade?

Eu já referi, mas estou repetitiva. São os momentos. Os pequenos e deliciosos momentos que partilhamos.

PS_ estava excelente o petisco. It runs in the family .. ;)
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16 Oct 2009

Poverty? Yes, indeed.


Children sleeping in Mulberry Street (1890)
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Já deixámos escoar mais de um século como areia entre os dedos.
Não acredito que tenhamos muito mais tempo para provar que somos capazes de resolver esta questão.
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15 Oct 2009

Blog Action Day 2009

A iniciativa não é minha.
É destes senhores, esforçados e preocupados que assim a toque de um click e alguma imaginação nos arrastam a consciência em frases como are you as caring as we think you are?
I am. So .. here it goes :)
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Carta de um Futuro que podemos evitar. E devemos.
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Sonho cada vez mais com elas.
As bolas de sabão que a minha tataravó Catarina descreve nos imensos cadernos que deixou escritos, tantos, dizia a minha avó, que lhes perdera a conta. Hoje tenho um comigo. Apenas um forrado a um tecido resistente que não sei como se chama de uma cor que não sei explicar. Leio vezes sem conta registos simples e cheios de sentimento do que foi a vida do antes. E antes de quê, perguntam-me aqueles que espero um dia me possam ler. Antes de o homem ter decidido assumir-se como controlador de uma natureza que existiu muito antes dele e continua a existir independente da nossa vontade. Hoje, contra a nossa vontade. E de a ter maltratado, ignorado, usurpado. Ignorado. Tal como hoje ela faz connosco. Os que sobreviveram.
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Não me vou alongar em juízos.
A folha de papel que tenho nas mãos é algo único por aqui e muito pequena. E o lápis não mais que um toco com que me esforço por deixar registo. Tenho 30 anos. A minha pele é seca e sulcada, e o meu peso não deve chegar aos 40 kg. Não há comida em parte alguma do planeta e o que foram biliões e biliões de habitantes são hoje pouco mais de milhares, concentrados a sul de um globo, cansado e deformado, dado que a parte norte está totalmente congelada e inacessível. Não temos como nos aventurar na procura do bem inestimável: a água. O que não deixa de encerrar alguma ironia. Hoje em dia quase ninguém sabe o que é um rio e acho que mar é palavra totalmente desconhecida, mas dizia eu, a água é um bem mais precioso que as 120kal por dia que comiam os refugiados em campos protegidos no tempo da minha tataravó (li isto num dos textos dela, e desejei com todas as minhas forças ser um deles).
As pessoas que me rodeiam (vivo numa comunidade de cerca de 300 indivíduos) arrastam-se, esgravatam a terra com as unhas, negoceiam a vida dos filhos que vão conseguindo ter, na maioria crianças desfiguradas e com minúsculas hipóteses de sobrevivência, e dos poucos animais resistentes, porque fruto de mutações horríveis que os tornam assustadores, indomesticáveis e intragáveis, em troca de uma palmeda (massa confeccionada com barro lodoso e pequenas bagas que suponho venenosas dadas as reacções que provocam), algo parecido com o pão de antigamente, acredito.
A maioria das mulheres são estéreis e a esperança de vida ronda os 45 anos, os homens morrem invariavelmente mais cedo, vergados ao peso dos ossos que não conseguem revestir, sem esperança nos olhos baços.
Penso que dentro de uns dez anos não haja ninguém nesta nossa comunidade. Não estamos em contacto com as restantes que sabemos existem. Não temos forças para percorrer os quilómetros imensos que nos separam, mas acredito que a situação é esta por todo o lado. É confuso viver com um limite tão imposto mas se vos confessar que na maioria dos dias preferia desaparecer, não estou a exagerar.

Tudo começou numa altura em que aos avisos sobre a modificação da natureza, sobre aquecimento e o degelo, os homens responderam com ignorância e intelectualidades do género desde que me lembro que há muito frio e muito calor ou isto da alteração climatérica é mais um tacho para elites, etc e tal (vale-me o caderno que herdei para perceber o que realmente se passou porque a maioria acredita que se tratou de um ataque nuclear em 2075).
Gostava que um deles fosse ainda vivo hoje para perceber até que ponto tal negligência, quase criminosa, influenciou o seu futuro. O nosso presente.
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O meu único consolo? Conseguir ler e escrever (sou das poucas, posso garantir e valeu-me uma mãe apaixonada pela letra escrita em barro ou no caminho poeirento, que trauteava canções enquanto percorria os 50km que nos separavam da busca por melhores condições quase todas as semanas) numa altura em que a maioria da população não consegue verbalizar uma palavra simplesmente porque não se consegue levantar da condição de animal rastejante para onde nos atiraram as gerações que nos antecederam.
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Sonho cada vez mais com elas.
Bolas de sabão coloridas, a brilhar ao sol, coisa que hoje não existe (encontrei no meio do caderno, várias fotografias coladas, algumas em locais que me ferem a vista de tão inacessíveis.)

A penumbra envolve o planeta como se estivesse sempre quase a escurecer. Uma coisa é certa: ninguém tem medo do escuro por aqui e às horas tardias é quando conseguimos reparar um telhado de troncos ou partir em busca de terra ainda não esgravatada na tentativa de encontrar um fio de água. Quando tal acontece mastigamos aquela terra húmida durante horas. E digo-vos que é um dia melhor, esse. Durante a maior parte do tempo a temperatura é altíssima, insuportável, ou então gelada de cortar a respiração e provocar morte quase instantânea.

Teria sido simples deixarem-nos ver o sol, sabem?
Bastaria terem acreditado.

Terem agido. Terem respeitado. Terem investido.
Se toda a nossa vontade em sobreviver, por mais um dia, pudesse alterar o passado.

Se.

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14 Oct 2009

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Achar que a palavra passa a verdade absoluta porque a escrevemos é um princípio errado de sentirmos a nossa vida, os nossos sentimentos, os sentimentos que despertamos nos outros ou aqueles que os outros acordam em nós.
Não é por se escrever que a realidade acontece.
É por se sentir, por se dizer, por se sorrir ou chorar, por se gritar e até pelo silêncio que por vezes nos invade quando nos mexem no cabelo.
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Trust me .. I know.
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is there still a doubt somewhere? better not.

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13 Oct 2009

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Mummy, chama a princesa meigamente, tocando ao de leve com dois dedos no caderno que acabei de forrar a amarelo. O tecido é um brocado antigo tingido, com laivos de laranja e de tempo, do tempo que passou fechado no baú dos atoalhados, convivendo em perfeita sintonia com a toalha do meu baptismo, bordada com as minhas inicias pela avó paterna, e com o véu, já algo amarelado do meu casamento. Mummy? Interroga-me olhando a obra, orgulhosa, folheando este novo caderno feito de velho, ainda sem letras, linhas aprumadas e direitas, vantagem da tipografia, sem emendas, rasuras, anotações laterais ou marcas de folhas dobradas, maltratadas. Gostas, pergunto-lhe, vendo-a sorrir, ao que responde, muito, ficou perfeito mamã, só lhe falta uma coisa, menciona de sobrolho alçado e os grandes olhos castanhos em sorriso aberto. Ai falta returco achando que se refere à data, há sempre uma data nos meus cadernos, a data em que os inicio nunca sabendo quando os vou terminar. Falta sim senhora, assegura-me já meio a brincar, encavalitada na cadeira da mesa da sala e com o caderno ao colo, acariciando a capa que me parece ver de um amarelo mais vivo agora perdendo aos poucos a tristeza do antigo. Do abandono.
Falta o conteúdo mamã, remata airosa a princesa pioneira de um reino sem rei. Falta o conteúdo, repete, abrindo-o ao meio e entregando-mo assim aberto, as mesmas linhas direitas ainda sem nada, na certeza que em breve, ali lerá. Em breve.
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12 Oct 2009

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Os teus textos invadem a alma das pessoas sem incomodar, escreve-me uma doce e meiga amiga, mulher de vida dura feita, que conheci há muitos anos, tantos que nem me lembro quando. Amiga por quem tenho uma admiração imensa, por tudo o que com ela aprendi e aprendo, por tudo o que sei viveu e vive. Amiga de quem gosto muito.

Acho que posso arrumar as canetas e os lápis afiados que mantenho em cima da mesa da sala onde escrevo. Posso apagar o candeeiro tão cansado quanto os meus olhos de horas e horas de trabalho e escrita, leitura e escrita e trabalho. Posso guardar na gaveta os cadernos, tantos cadernos que estou certa um dia alguém encontrará, todos encadernados em capa grossa de tecido como aprendi a fazer com a minha avó em tardes de inverno passadas entre linhas e fitas, tecidos e cores, livros e capas, restaura, cola, forra, sorrisos de vitória pelo trabalho conseguido e bem feito. É o mote da minha vida este; Conseguir e bem fazer.

Invado sem incomodar qual conquistador sem espólio ganho ou roubado. Que mais posso querer, pergunto-me de sorriso ao ler-lhe o comentário, que mais posso almejar que esta serenidade de alguém que se diz dependente dos textos que deixo aqui e ali, e assim os qualifica. A alma. De escritora? Longe disso na vertente comercial da palavra. Mas se me falarem em paixão pela escrita, pela palavra, nacional ou estrangeira, traduzida ou não então confesso-me desde já culpada. E até sei qual a minha pena.
Acho que dificilmente receberei elogio mais significativo. Pelo que encerra. Pelo que representa. Pela importância que dou a tudo o que faço.
Invado. Mas não incomodo. :)
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9 Oct 2009

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Começa amanhã ali ao lado, na Aldeia da Minha Vida, um dos melhores blogues que me é dado a conhecer neste mundo un-virtual ;) mais uma iniciativa para a qual, as Organizadoras simpáticas e incansáveis me voltaram a convidar.

Ide e votai, ou ide sem votar, garanto-Vos que vai valer a pena ler tudo o que por lá vamos ortografar, desta vez com cheiro a pimenta e manjericão ;) *
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Estava eu a tratar das flores para a Igreja. A escolher pessoalmente o que deveria ser entregue e onde, as do restaurante para decorar as mesas em tons mais suaves, sem grandes folhas, os pequenos arranjos de centro de mesa que não tenham um cheio muito intenso, enfim, minudezas e pormenores a que gosto de me entregar e em conversa sussurrante com a Dª Amélia, florista de sempre do Mercado da Ribeira. Mercado de sempre.
Ele entrou e pediu um grande ramo de margaridas e um pequeno de rosas pálidas, rosa claro desmaiado. Vi a expressão da Dª Amélia endurecer, cumprimentar secamente e despachar-se naquelas mãos calejadas e cheias de pequenos golpes de tesoura, a preparar os ramos, arranjos e pedidos especiais. Na entrega de olhos baixos, não se deixou encantar pelo sorriso estranho do homem, algo estranho o sorriso, e despachou-o com um até sem próxima, sem bom fim-de-semana, sem nada.
Levantou os olhos para mim e respondeu à minha muda interrogação namora com a mãe, leva sempre flores para ela e imagine, para a filha que ainda é uma criança! Não acho bem, não acho nada bem, queira Deus que, deixando a frase incompleta, assim a meio, benzendo-se de seguida, abanando a cabeça na reprovação e deixando-me a pensar.
A pensar profundamente.
Tão profundamente que já tinha as encomendas no carro e ainda ali estava, encostada à porta de madeira, envolta no cheiro enjoativo de flores que também já recebi, algumas que ainda recebo.
Queira Deus ..
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Está Sol, pelo menos aqui pela beira Tejo sobre que tão bem escreve a Patti na crónica de hoje, bem mais feliz que o texto que por aqui deixo que ainda agora me pôs de novo a pensar, portanto, Caros Amigos, tenham um excelente fim-de-semana * De Sol *
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8 Oct 2009

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"We can easily forgive a child for being afraid of dark.
The real tragedy is when a man is afraid of light. "
Platão
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7 Oct 2009

under no circumstances

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Estás a ir embora não estás?
Eu sinto. Sinto a tua ausência ainda que presente, o ar alheado a falta de entusiasmo. Sinto a necessidade de te interpelar de três em três minutos ainda que só raramente, muito raramente, receba um aceno de cabeça sinal que me ouviste. Será que me ouviste? A forma como lês distraidamente o jornal de manhã já não é a forma como lias distraidamente o jornal de manhã, comentavas as notícias, pedindo a minha opinião, ouvindo interessado as minhas extrapolações e rindo da minha utopia. Era interessada a forma como o fazias parecendo interessado? As crianças já não te encantam, estás sempre de saída apressado e sem paciência, os programas são cancelados e adiados e já nem te esforças por pedir desculpa. Eram sentidas as desculpas que davas antigamente? Ou eram meras invenções de uma mente que está sempre longe demais, insatisfeita, inacessível?
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Estás a ir embora não estás?
Eu vejo, eu sinto, falas em sinais, tu que gostas de dan brown escritor que não consigo ler, lembras-te da discussão que tivemos depois de me teres obrigado a ler o livro dele, lembras-te como te espantaste com as minhas conclusões e interpretações, lembro-me de quando me disseste que tinhas sorte por poder partilhar a vida com uma mulher como eu. E agora? Em jogo de roleta cega saiu-te outra? Mais inteligente, mais formosa, mais velha, mais nova? Que procuras afinal que assim que encontras, abandonas, pergunto-me em noites que ainda te espero. Que ainda espero.
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Estás a ir embora não estás?
E eu, quase certa nas conclusões que vou tirando de tudo o que não dizes, de tudo o que não explicas, acabo por acreditar nelas simplesmente porque tu não me dizes outra coisa que não seja o silêncio. E o silêncio pesa mas é fecundo, cheio de palavras e de intenções, imagens e sentires. Ou ausência deles.
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Estás a ir embora, não estás?
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6 Oct 2009

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Há coisas que por mais que me esforce parecem-me sempre inacabadas, incompletas, mal-amanhadas.
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2 Oct 2009


.. a teoria está sabida. A prática não nos amedronta. Se eu não voltar na 3ª feira, podem começar a procurar nos hospitais mais próximos, por favor? (risos)
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Vamos experimentar! E como dizia ontem a menina lá de casa, para quem fez o baptismo que fizemos de heli ;) isto não deve ser muito dificil! (confesso que tenho as minhas dúvidas mas vou estragar a diversão? nem pensar .. )
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Bom fim-de-semana a tutti *


1 Oct 2009

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Isto de respeitar as lições e conselhos de Saint-Exupéry cansa, afadiga, apressa e por vezes atormenta. E não me julguem mal no sentido de aqui decifrarem alguma queixa, reclamação, exigência, protesto ou vindicação .. acho que nem chega a ser um murmúrio.
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É simplesmente uma constatação.
Digamos que um libelo de barriga cheia.
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;)

30 Sep 2009

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Começou ali ao lado mais uma tentativa de conto desta vez de forma e conteúdos algo ásperos e austeros tentando a escrita realista como sei que não sei escrever, mas o desafio foi lançado, aceitei, e tentarei.

Quase escuso de referir que as vossas reacções, comentários, interpretações e análises ou simples gosto, não gosto, assins assins, desilusões ou surpresas, serão, mais que bem-vindos, agradecidos.
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29 Sep 2009

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O Senhor Presidente da República fala hoje à Nação.
E mais do que curiosidade sobre o que vai dizer, esmiuçada que está a questão sobre a qual ainda não falou e que preocupa todos os que leio, todos os que oiço, eu gostaria de ver abordadas questões simples.
A sério.
Gostaria de ver abordadas questões de sobrevivência. Questões de educação e ensino. Questões de saúde. Gostaria que a agenda encerrasse temas que me são queridos como por exemplo o insucesso escolar, as diferenças, o desemprego, a habitação, a terceira idade e as condições em que sobrevive. Gostaria que o discurso do Senhor Presidente da República versasse sobre o futuro, o que poderemos fazer, em conjunto e individualmente para que o que nos espera seja algo com que podemos sonhar. Sem desesperar.
Gostaria até, tendo a consciência tranquila que não estou a pedir demais, que me desse noticias do casal de idosos que a dívida ao banco desalojou na semana passada do 1º andar do prédio onde vivo. Ou do garoto pequeno que me pede pequeno-almoço encostado ao meu carro todas as manhãs, gostaria mesmo que o Senhor Presidente me descansasse assegurando que todos têm onde viver e como viver. Gostaria ainda, eu sei que protocolos, agendas, horários e sharings são tudo palavras cheias de significado, mas gostaria ainda que desse aos Portugueses um voto de confiança.
E que, mesmo que não tenha a certeza absoluta, nos garantisse que ainda não desistiram de Portugal todos aqueles que nos Governam.

Mas isso sou eu. A utópica de serviço.
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Congratulations Miss :)

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Obsessiva na observação com uma insistência obstinada, obscurecida em paredes meias com as luzes ofuscantes que ocultam a presença opulenta,
anota e aponta, cabula e copia num afinco contumaz que aturde,
olvidando o objectivo que a cá trouxe, pertinácia quiçá parametrizada em resultados obtidos, quais contas de merceeiro, ainda que de cega insistente nada aprenda com o que vê.
Pudera.
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Gosto destes exercícios.
O próximo? é estudar o mapa de destino para o fim-de-semana de três dias .. sim, só ontem me apercebi que temos um à porta ;) distraída eu também .. *
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28 Sep 2009

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He who exercises government by means of his virtue, may be compared to the north polar star, which keeps its place when all the stars are rotating about it.
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Confucius
(cujo aniversário se celebra este mês)
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No rescaldo de um Domingo em que votar foi a coisa de somenos importância, a sério, não me levem a mal a afirmação, votei, votei convicta do que pretendo mas a correr e empoleirada em saltos de 15 cm a caminho do Baptismo da minha doce Sobrinha de um ano de idade, a écharpe em queda livre e a princesa, menina mulher numa toilette que encantou, ao meu lado num mummy por favor despacha-te que estamos atrasadas, a missa começa às 11h30. Mas dizia que no rescaldo de um Domingo em que votar foi o que de menos importante aconteceu, e foi acto feito sem cerimónia alguma, quase a bater o pezinho no chão à espera de ouvir o meu nome, entrega papel, coloca o voto, dobra e entrega e corre dali para fora, quem me mandou a mim não ter em tempo actualizado o cartão de eleitor e ter de ir votar à antiga morada, estou mesmo a ver a menina da junta de freguesia a dizer com pena, não deixe aproximar outras eleições ou tem de passar pelo mesmo. É já a seguir às próximas que vou tratar disto. Mesmo.

Recomeçando .. À noite sentada no sofá a correr as fotografias, rindo com algumas, eliminando outras tantas, televisão ligada à espera dos resultados que adivinhava, dei por mim a pensar nas eleições do antigamente como diz a miúda lá de casa, ainda que coloque um tom extremamente meigo no antiga ;) quando no dia seguinte acordávamos em polvorosa para saber os resultados e o Pai, que tinha ficado noite inteira a acompanhar a emissão (acho que para além dos Jogos Olímpicos, era a única altura em que a determinada hora não aparecia o anúncio de “fim de emissão”) nos dizia da sala, de olhos cansados e cigarro na mão, ainda não, Meninos. Ainda não sabemos.
Uma noite inteira. Horas sobre horas num trabalho árduo, para um resultado que hoje se obtém mal as urnas fecham aos votantes (shame on you, quase 40% de abstenção?).
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Vem isto a propósito de quê perguntam .. nem eu sei, afirmo-Vos :)

25 Sep 2009

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Este fim-de-semana é de Baptismo.
Baptismo Cristão.
A nossa pequena Meggie, a menina mais inglesa da família valendo para tal afirmar os imensuráveis olhos azuis perlados por umas pestanas inacreditáveis, a fazer jus ao sangue que nos corre a todos nas veias, faz um ano. E vai ser baptizada. Olho para trás e relembro este baptismo, espero ansiosa o encontro com a família que não se encontra sempre que quer, que deseja.
Ontem na cozinha, entre ingredientes espalhados no balcão, listas coladas no armário com algo ainda a adquirir, lendo atenta e contente a descoberta recente que me vai fazer brilhar ainda mais nas sobremesas que todos adoram ("cambada" de gulosos, é fácil .. ) decidi-me pelo Chiffon de Chocolate e pelas Talhadas de Amêndoa, à laia de contribuição para o repasto que nos espera depois da cerimónia. E sei que desta vez, respeitando as receitas da minha Avó no seu livro original, a emoção de cortar a primeira fatia vai ser outra. Obviamente, facilmente desculpável pela natural emoção que o evento me proporciona.
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Para a minha mais recente sobrinha os votos serão os mesmos que para todos eles, Que Deus permita que seja Feliz. Nós, vamos certamente, todos, ajudá-lO.

Bom fim-de-semana *
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Dica II
Vocês sabiam que para evitar que se forme uma camada dura sobre os pudings, se coloca um pedaço de papel amanteigado sobre a forma logo que saia do forno e não se retira que não no momento de servir? (
Gi ;) eu bem disse que tinha de o comprar :))
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24 Sep 2009

Can you spell it?

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Existem pessoas empapadas no espírito de tudo corrigir.
A sério.
Parecem-me sempre uns prontuários, quais léxicos ambulantes, nervosos, de caneta vermelha em punho, prontos a dardejar verdadeiras lições de ortografia e sintaxe, e chalacear de tudo quanto seja uma vírgula mal colocada, um - que não chega a surtir efeito porque desnecessário, ou a um mero tocrar de lretas facilmente desculpável pela pressa, falta de erudição, desvario momentâneo ou neurónio subitamente apartado.
Há pessoas imbuídas do espírito de tudo corrigir.
E, pasme-se, por incrível que possa parecer, não são professores nem tão pouco escrevem acima de qualquer suspeita.
Quando vejo uma correcção feita com o objectivo único e primordial de elucidar o destinatário, sorrio e assumo o erro que se não é meu passa a ser.
Quando vejo a brigada anti-erro em acção, usando o que pretendem passe por ironia para soquetear a personagem que teve o desplante de mal escrever, vem-me invariavelmente à ideia a frase a troça é, muitas vezes, pobreza de espírito, e rapidamente reconheço que quem assim influi economiza não só no intelecto como na elaboração de ideias verdadeiramente singulares sobre o que ortografar.
É uma pena.
Bem canalizada tanta energia daria certamente frutos apetecíveis.
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Aquela coisa ali em baixo está a chegar a um número redondo, mas não, o visitante 10.000 (é possível isto?) não terá o direito (ou será castigo) de jantar comigo! ;)
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23 Sep 2009

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Inicia-se o estudo da disciplina de Geografia com as teorias.
Dá-se a teoria Geocêntrica, defendida por Claudius Ptolemaeus (pergunto-me se chegará às Tábuas Afonsinas)
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Mummy, é assustador ver alguém defender algo tão longe da realidade.
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.. estou curiosa.
Porque ela vai ter de conviver com pessoas que fazem o mesmo. Ainda. Todos os dias.
:)
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22 Sep 2009

Ou eu me engano muito (o que raramente acontece .. é isso e o quase não ter dúvidas algumas) ou algo está para estalar por aí.
Sim, por aí.
Exactamente aí.
E escusa de fazer de conta que faz de conta que não é consigo.

;)
08h10 na rotunda, para a entrada sozinha no liceu às 08h30 passados os 15 minutos de conversa com as colegas de turma, os das outras turmas, aqueles que se conhecem porque conhecem alguém que se conhece também, e todos os outros e ainda os da sala de estudo que não têm forçosamente que frequentar o mesmo ano lectivo ou o refeitório à mesma hora. Todos os dias de sorriso resplandecente e com uma mochila que pesa metade do que ela pesa, a menina-mulher lá de casa, espera na rotunda abaixo do liceu pelas amigas com quem este ano partilha o resto do caminho. Os pais piscam-se o olho e gritam-se bom dia pelas janelas dos carros em manobras confusas de estaciona, sai, olha a mochila .. e o casaco, até logo, beijo, beijo e arranca.
Nas salas de estudo, o Filipe, diligente e fantástico monitor, exigente e meigo, brincalhão e sério, todas as qualidades que deve ter quem toma conta de crianças, da minha pelo menos ;) combinou a estratégia com a garotada do 7º ano. Nada de carrinhas à porta do liceu, que vergonha entrar numa que diz entre outras coisas que não interessam nada ;) CRECHE assim a letras gordas e negras, portanto, a pé, espera-as na passadeira ou espreita-as ao longe para perceber se já terão juízo e autonomia para fazer os dez minutos de caminho a pé que separa o liceu das salas de estudo (são dez minutos, meninas, não trinta.). Eu rio-me, entendendo perfeitamente os cuidados mas sem querer (sem?) faço o paralelismo com o meu tempo de doze anos feito com ainda apenas dois irmãos, um para a creche, outro para a primária, e eu airosa e finalmente liberta do anda lá despacha-te e mana não andes tão depressa, a caminho do Liceu, do mesmo Liceu. Também rodeada de amigas e amigos, também em alegre converseta de quem tem sempre assunto, sempre algo para contar, incrível como temos sempre do que falar ;)
O ano lectivo começou bem.
Dou Graças por isso porque sei o quanto pode começar mal.

A reunião ontem com o Director da Escola e todos os Directores de Turma deu-nos a conhecer além do regulamento, códigos, clubes, actividades, plano pedagógico e didáctico, pausas lectivas, etc, um projecto interessantíssimo, com inicio a 24 de Setembro, e cujo objectivo maior é: acabar com os 10% de insucesso escolar que o Liceu ainda tem, 4% precisamente no 7º ano e os restantes distribuídos até ao 12º. Não é dramático, nem chega a ser grave. De tentar erradicar? Certamente.
Vi alguns, poucos, olhares desconfiados, vi um aplauso maior de quase todos os pais presentes. Dei novamente graças por estar rodeada de gente assim e por a minha filha estar a iniciar um percurso, que ainda vai durar alguns anos, com meninos filhos de gente assim. Porque ainda que muito de nós não saibamos o que isso é, acho até que alguns nunca virão a saber, se é para acabar com o insucesso escolar, contem comigo.
Incondicionalmente. E nem preciso de saber quantas são as crianças que cabem nas percentagens apresentadas.

PS_ e porque, cada vez mais, acredito que tudo passa por uma intervenção maior do indivíduo enquanto agente de dinamização e implementação de ideias e de ideiais, e uma acção menos potenciada por parte das supostas instituições responsáveis. Mas isso sou eu que sou uma utópica, ainda que desta vez com algum eco. Graças .. !
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