5 Jan 2009

intimism (xxiii)

E o balanço perguntam-me .. aquele à laia de texto conclusivo que já fizeste? We’re waiting ..! ;)

Pois é meus Amigos, a menina dos textos cansativos deixou-se este ano de balanços públicos. Fizemo-lo, ontem, no recanto do lar, enroladas na manta do sofá, cada vez mais confortável, uma vela acesa que espalha na sala acolhedora um cheiro a tangerina acabada de colher. Falámos, mãe e filha, do que foi o ano, dos acontecimentos que nos fizeram rir, gargalhar e aqueles que por obra de mão alheia tiveram o condão de nos humedecer os olhos. Falámos essencialmente do futuro, deixando o passado no passado já que nada há nele que queiramos alterar. Falámos de um futuro para o qual temos planos, grandes e pequenos, objectivos a cumprir, metas a alcançar. Falámos sobre a família e o importante que é .. sermos tantos. E gostarmos de o ser. Conversámos as duas até de madrugada, ela de olhos vivos, entendedores, eu a pasmar-me com as conclusões, as mudanças, o querer fazer. Está a crescer a minha princesa, rainha do reino no amor de sua Mãe. A crescer bem, amadurece com calma, sem precipitações, sem querer ser mais do que já é, aceitando o tanto que se tornou.
E a mãe, babada até à geração ultranterior, cresce com ela. Num misto de orgulho partilhado com os mais chegados, sentimento de trabalho feito, com tanto ainda por descobrir nos olhos de quem descobre pela primeira vez. Fizemos os nossos votos de saúde e trabalho eu .. de uma enormidade de coisas boas, ela .. sem as especificar, piscando-me o olho, fazendo-me desconfiar que sabe já o que por aí vem ainda que eu me esforce por adivinhá-lo. Votos de saúde, trabalho e paz. Nada, no cenário mundial actual, me parece mais importante que isso. E uma janela aberta para a surpresa .. ou será para a capacidade de me deixar surpreender? .. também.