27 Jan 2009

vidas (viii) continuação

Os pais da Inês já foram contactados pela Associação de Pais da EB 2,3 Bartolomeu Dias.
Uma palavra de apreço pela atitude preocupada com que a situação foi abordada.
Entretanto está marcada uma reunião com o Conselho Directivo da referida Escola para 5ª feira, 29 de Janeiro. Só depois de algum resultado prático e da certeza que a integridade física e moral da Inês não volta a ser colocada em causa, poderão ou não avançar para um pedido de transferência e uma queixa no Ministério Público.
A primeira coisa que nos passa pela cabeça nestas alturas é fazer barulho. Fazer muito barulho. A revolta e a impotência levam-nos a amaldiçoar tudo e todos. Contudo, ponderado o assunto em conjunto, chegou-se à conclusão que quanto menos publicidade melhor. A Inês mora no bairro dos seus agressores. Ela e a irmã mais nova. Com os Pais e com o Avô. As autoridades, por norma tão céleres em atitudes menores, não garantem a mais pequena segurança à Inês. Publicitar o assunto com entrevistas ou mesmo reportagens vai marcar a Inês para sempre. Conotá-la com um sensacionalismo pejorativo. Colá-la na pele da menina que teve problemas na escola anterior. Com a menina que apresentou queixa contra .. “os bro”
A tentativa que se está a fazer neste momento é no sentido de tudo esclarecer e pedir responsabilidades à escola Bartolomeu Dias, ao mesmo tempo que, por não se acreditar que quem deixou as coisas chegarem onde chegaram possa agora resolver o assunto de uma penada, tentar pedir a transferência da Inês para uma outra escola.
Assim fosse ligeiro o apagar da memória desta criança as situações que, com apenas dez anos de idade, foi obrigada a viver.