30 Mar 2009

rhythmic .. balance

Torneio de Páscoa de Ginástica Rítmica

Parabéns Meninas! Parabéns Treinadoras!

Pela primeira vez desde que começou a adorada equitação ao domingo de manhã, a princesa pede desculpa ao seu mais-que-tudo Nepal pela pressa, e desarvora a correr para o carro, depressa mummy, elas já começaram. Fazemos o caminho de volta mais depressa que o costume, chega a casa, toma duche, prende o cabelo e troca de roupa para as cores do Ginásio.
Faz parte da equipe de apoio e tem como função, até às 18h00, ajudar as pequenitas a vestir, controlar o abastecimento de águas e barritas energéticas, entregar as medalhas. São as meninas da rítmica geral que ou ainda não têm preparação ou foram excluídas nas eliminatórias. Não é por tal que deixam de estar presentes para apoiarem as colegas, mesmo as concorrentes ou ajudarem as organizadoras em tudo quanto seja necessário. Eu disse que ficaria por uma hora, a filha de uma amiga que se iniciou na prática aos quatro anos de idade é uma das esperanças (hoje com sete) e havia prometido gritar o texto da claque em plenos pulmões ;)

Acabei por ficar mais que isso.
Para me encantar com o profissionalismo de quem ainda não tem altura e peso suficientes para arcar com a responsabilidade de defender uma medalha. Para me comover com os gritos de apoio sempre que a bola, que na maioria dos casos parece colada nos pequenos corpos, foge, o arco revira ou as massas não obedecem à ordem do upa upa e volta! Para me encantar com a solidariedade latente nas meninas que, até aos 16 anos, querem levar para casa uma medalha mas ainda assim entendem que o propósito é comum a todas e se não for eu .. que sejas tu. Para apreciar os dotes de organização de tantas outras que pelos motivos acima não participam mas estão lá, atentas, com as cores do seu clube, e correm, e gritam, e andam de um lado para o outro para que tudo corra bem e nada falte.
Para corar, no fim quando dei os parabéns à treinadora, ela própria atleta olímpica no seu tempo, que os recebeu contente dando-me um abraço e sussurrando preparada? A sua é outra esperança. Dentro de dois anos falamos, afastando-se e piscando-me o olho! Já tínhamos tido uma conversa difícil sobre o tema. Pedi-lhe simplesmente na altura que fosse ela a explicar à minha filha que vida terá se enveredar pela competição. Lembro-me de ter ela corado, confessando-me Nunca uma mãe me pediu tal coisa. Mas fique descansada. Explicarei.

Meninas atletas. Meninas com uma talvez diferente prioridade na vida. Que as leva num Domingo de sol a um ginásio para tentar ganhar uma medalha, no exercício de uma actividade difícil, exigente, pautada por desoras de trabalho árduo, pedindo ao músculo que em borracha se transforme.
Actividade que, a par da natural competição, lhes forma também um outro carácter e lhes estipula uma diferente ordem de primados? Como em todos os desportos, arriscaria, sem dúvida.