20 Mar 2009

upclose

Are we human or are we dancers?
My sign is vital,
my hands are cold
And I'm on my knees
looking for the answer
Are we human or are we dancers?
(The Killers)

Dou-me mal com partidas, eu.
E com abandonos.
E com faltas de notícia a quem quero bem.
Se pudesse carregava ao colo todos aqueles que fizeram já parte da minha vida e me fizeram bem, a quem fiz bem. Sem excepção.
Sou incapaz de chorar num funeral mas já chorei lágrimas amargas pela perda de um amigo, de um amor, de uma presença, de um colo.
Não sou carpideira da vida mas lembro todos os instantes passados com alguém de quem gosto.
E com quem já não passo instante algum.
Considero e respeito as mudanças de vida, de feitio, de maneira, de país e até de sentimento.
Respeito as mudanças quando provêm de uma vontade própria.
Dou-me conta que não consigo respeitar a morte.
Gostava que o meu mundo fosse constante e sereno. Com as amizades de sempre, as antigas e as recentes, com os predicados e os defeitos de todos quantos fui aprendendo a considerar .. gostando. Com o respeito que os mesmos têm pelo meu feitio, pela minha forma de estar e de ser. Sem questões.
Isto é o que eu gostava. Mesmo.
E ao chegar ao fim deste texto suficientemente naif para comprovar a dualidade zodiacal (you see? ;)) dou-me conta ainda que também gostava de voltar a escrever composições como na 2ª classe, sobre o Bem e o Mal, A Primavera e as Férias, as Festas e os Aniversários.
Coisas simples. Cheias e simples. Sem mistério.