24 Apr 2009

intimism (xl)

Lembram-se disto?
Muito bem, prazo de entrega cumprido à custa das unhas e pele da ponta dos dedos da filha e da mãe, óbvio! Uma maqueta que espelha a ruína em que está hoje o fabuloso castelo, só tomado por altura das invasões francesas. Uma torre semi-destruída, o edifício da imponente igreja, hoje sem tecto. Tudo feito em molde de cartão e pequenas peças de cerâmica que andámos a colar nos últimos .. hum .. trinta dias? Talvez mais.
A par da apresentação maquetizada um pequeno power point explicativo do porquê da escolha do monumento e algumas particularidades a ele associadas. As fotografias? Todas de arquivo pessoal evidentemente, ai de mim se não tivesse pelos menos umas quatrocentas e cinquenta em casa e outras tantas nos cds da era digital do meu descontentamento.
Se registei o momento? Claro que sim. Resta-me encontrar o cabo certo que corresponde à máquina fotográfica utilizada e passá-lo para computador. Coisa para durar outros trinta dias mais coisa menos coisa .. ;)
Deixo-Vos a introdução escrita pela menina-semi-beirã ;) lá de casa.

Porque escolhi o Castelo de Monsanto?
Porque Monsanto é a terra do Meu Avô Materno a quem só conheço pelas histórias que conta a minha Mãe.
E assim está ligado às nossas raízes. E porque gosto muito de ouvir a minha mãe e os meus tios contarem todas as travessuras, as escaladas e as brincadeiras de todas as férias que passavam em Monsanto.
Dizem-me que de todas as vezes que subiam ao Castelo com os primos e amigos descobriam coisas novas.
Já lá fui e gostei muito.
Ainda que tenha dado uma queda muito feia nas muralhas da única ameia ainda intacta.

E uma conclusão: vale a pena, vale realmente a pena passar legado aos nossos filhos. Mesmo que não seja tão perfeito quanto gostaríamos que fosse, tão extraordinário, tão balalão .. vale a pena.