15 Apr 2009

rio..

Barcelos é igualmente uma cidade .. nossa :) a estória do galo encantou a menina lá de casa que ao almoço – prova de rojões, "coisa" desconhecida – perguntava insistentemente ao “avô” se era verdade. Mas foi ou não verdade? insistia em tentar perceber como é que um galo cozinhado no prato podia cantar para salvar da forca um inocente condenado. A palavra milagre não lhe acalma a curiosidade mas serviu para a concentrar na descoberta do que lhe tinha sido servido ;) rojões? Feito de quê? .. prova e diz-me se gostas, interrompi antes de enveredar por explicações gastronómicas que a fariam, conhecendo-a, colocar o prato de lado com um pedido de desculpa (risos). Provou. E gostou. Óptimo.

Do museu arqueológico ao ar livre, até à zona ribeirinha de um orgulhoso Cávado, cheio e correntio, encantaram-nos os choupais, imensos e verdejantes.







A Igreja Matriz, possui, ladeando o altar, dois dos mais bonitos painéis de azulejos que alguma vez havíamos visto. A morte de um lado, a Ressurreição do Senhor de outro. São majestosos, enormes e cheios de um detalhe que permite, facilmente, reconstituir todo o episódio. Toda a realidade.


Os jardins da cidade são o orgulho dos seus munícipes conforme nos confidenciou a simpática empregada de balcão onde comprámos pilhas para a máquina fotográfica. Um orgulho e uma preocupação.
Não é raro vermos jardineiros de fato e gravata a caminho do emprego inclinados nos recortes de jardim a limpar de algum papel ou erva daninha visível na passagem.


Barcelos .. onde o castelo de Faria encerra uma história tão triste como a história da Póvoa.

Uma história de escolhas. E de filhos. De Liberdade e de morte. Não a vou contar, prometo.