30 Jul 2009

Assobiando, cantando e rindo? Fácil isto.
Confortável.
Passamos a pertencer ao núcleo, aos que pensam igual, aos que não levantam ondas, aos que não argumentam mesmo sem concordar, aos que nem sequer chegam a ter de concordar ou não, dado que não é essa a escolha que lhe colocam habilmente no caminho, com dissimuladas setas de néon a apontar para onde ir. Rebanhos. Sempre gostei de rebanhos ou não tivesse passado as minhas férias, ao longo de anos, no campo. Mas rebanhos são normalmente grupos que não pensam porque não precisam. Há alguém que os guia, que assobia, que empurra, que magoa. Há ainda e quase sempre um cão de dentes aguçados para morder traseiros que aparentem resquícios de vontade própria. Vivem assim e vivem felizes. Não ter de tomar decisões e dar uso ao miolos por ser uma benesse.
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Ou estás comigo ou estás contra mim – é outra das grandes máximas do mundo actual.
E formam-se barreiras, filam-se armas aguçadas e prontas a picar, e quando nada há a argumentar parte-se para o insulto pessoal.
Desce-se ao nível da mão na anca e pé no chinelo.
Legítimo quando razoável.
Ridiculo quando se percebe que não há outra saída. Nem poderia haver.
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O mundo é um quintal (chavão mais que explorado) dizia hoje, em conversa com uma amiga, a propósito de uma série de coincidências engraçadas.
Com muitas árvores de fruto e algumas ervas daninhas, respondeu-me, fazendo-me sorrir.
É tal e qual.
E aquilo que me fez escrever hoje nem justifica a despesa em insecticida, jardineiro ou qualquer outra medida comunmente adoptada nestes casos.
Uma pisadela, e consequente arrancar de raiz será suficiente.
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.. porque o cansaço mental não pode nem deve servir de desculpa para tudo.