27 Jul 2009

Depois havia um rio.
E pequenas canoas.
As grandes lajes têm de ser contornadas com perícia e equilíbrio e ainda há a corrente, não perigosa mas persistente que nos puxa para onde quer.
Confias?
A pergunta teria de ser respondida em tempo recorde. Os coletes estavam vestidos, luvas calçadas, as crianças na margem a gritar cada qual pelos seus progenitores. Confias? Repetiste, e sentida, quase emocionada, equacionei a palavra.
Se confio? tantas que foram as vezes que confiei por achar que são todos como eu. Confiáveis. Algumas, dolorosas, aquelas em que cheguei à conclusão que há gente (inha) que não merece sequer a conjugação do verbo no condicional.

Confias? E a palavra ecoa na gritaria da manhã de sol, nos cabelos que brilham, nas faces coradas, bate na água que reflecte um céu sem mácula, respinga e pinga no remo largo, seguro e entra-me olhos adentro.

Olhos que levantei, mirando-te.
Tu sorriste, entendendo.
E partimos.

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A aventura? You should try it! ;)