9 Jul 2009

III

Vencido o primeiro round, começa a criar a fantasia desejada. Manipula, conquista, manipula, engana, manipula e consegue. Consegue a ilusão de um futuro que não tem a mínima intenção de partilhar, consegue a creditação de sonhos completos, ele que de tão incompleto cabe de frente num pequeno espelho de bolso, consegue o que se propôs até chegar ao ponto de não-retorno.
Aí é simples.
Esfuma-se no ar. O telemóvel emudece, os emails não têm resposta, as campainhas das portas avariam em simultâneo.
Enganou tantos durante tanto tempo que foi aceite nas famílias, nos respectivos círculos de amigos. Ficam elas a dar justificações e a tentar encontrar desculpas e explicações para o facto de o terem ouvido pronunciar com tal ligeireza as palavras quero-te e amo-te que se tornou banal ouvi-lo da sua boca enquanto lia o jornal ou pedia um café.
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OBS:
preste atenção, vai ver que há um espécime destes bem perto de si. Se assim for não faça rigorosamente nada. Dentro de algum tempo, desaparecerá.
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to be continued