2 Sep 2009

Da janela de um pequeno quarto de hotel, com vista para a Baixa, o amanhecer da cidade iluminada ao primeiro sol. Como numa tela em branco, os desenhos se delineiam: ruas, árvores, colinas, casas, o castelo, o rio. As cores emergem e, num processo vagaroso, a pintura se faz, revelando, sob olhar cuidadoso, uma Lisboa plácida
– Helder Macedo Vícios e Virtudes

Da varanda do meu quarto de férias via o mar. Imenso, com um brilho inacreditável às madrugadoras 6h, hora a que acordei todos os dias num hábito difícil de perder de quem tem, ao longo do ano, de pedir mais tempo ao tempo.
O cachorro ia a passeio, o pão estaladiço e fumegante com um cheiro capaz de fazer matar por, comprado, e o café tomado na esplanada sobre o areal num sossego que não sinto em mais altura nenhuma. Dificilmente, na calma que me rodeava poderia fazer outra coisa que não o que fiz todos os dias, durante tantos que me parecem hoje tão poucos. Descansar. Divertir-me, lambuzar-me de gelados de baunilha e chocolate, andar descalça, pedir peixe grelhado na brasa todos os dias, embrenhar-me em leituras que devorei, partilhá-las com a minha filha, conversar, conversar imenso sobre tudo e sobre nada e encantar-me com o sentir, o partilhar, o estar porque sim. Porque se quer não porque tem de ser ou porque alguém assim o espera. É bom. É, diria mais, fantástico, quando a nossa vida é tão a vida que sempre quisemos e ao fim e ao cabo nem tivemos de fazer qualquer coisa fora do normal para que assim seja.
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Obrigada Verão. Obrigada Mar.
Eis-me pronta para outro ano. Outras surpresas, conquistas e vitórias. Sorrindo. Não pela certeza de sucessos mas pela intuição que conseguirei. De novo.
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Aqui outra rentrée ;)
Que a vossa seja como pretenderem que seja.