21 Sep 2009

interpretações (vi)

Fotografia pedida emprestada à Luísa :)
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Por vezes quando aqui chego o sol está mais baixo. Sento-me na beira do muro e olho a água que brilha do brilho do por-de-sol e penso, penso quase sempre a mesma coisa aliás. Todos os dias ao chegar esforço-me por pensar em outro algo mas foge-me a mente sempre e diariamente para a mesma interrogação. Sento-me de pernas penduradas no cimo da água a tocar os respingues de uma ondulação provocada nem sei pelo quê e penso, todos os dias penso, o que haverá para lá da linha que avisto, que me esforço por avistar e que no esforço me magoa os olhos do brilho do por- de- sol que brilha no brilho da água que daqui a nada perde o brilho e a luz e fica negra.
Como a noite.
Haverá noite por lá?
Para lá do risco que vejo?
Haverá, quem sabe, alguém a perguntar o que haverá do lado do risco do lado de cá.
A essa posso responder: eu.
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