26 Oct 2009

upclose

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Casa de vidro é um filme mediano. Duas crianças que ficam órfãs são acolhidas por um casal supostamente amigo e de puras intenções. Não eram. E as intenções por muito que se revistam de grandes palavreados sonoros e sensíveis dificilmente são puras.
Vi-o sem grande atenção, confesso, perdida em outros pensamentos. Aqueles que me assaltam sempre que estou prestes a tomar uma decisão. Pondero, penso, elaboro cenários de consequências, esfrangalho-as e vejo-me em cada uma a decidir de novo como reagir. Há experiências que nos preparam para a Vida. Assim sonante e com capital letter. Há outras que apenas servem para nos desviar do caminho, fazer um balanço, pensar um pouco, perder tempo.
Nem tudo o que nos acontece nos prepara para quando voltar a acontecer é certo, tendo eu esta teoria redonda que as coisas são quase sempre as mesmas e têm a importância que lhes damos.
Nem mais nem menos.
E se é possível aprender com os erros, como dizem os sensatos que até parece nunca erraram, também é muito cá da casa a teoria, mais quadrada desta vez, que os erros, são invariavelmente os mesmos. E a capacidade de não sofrermos tanto numa segunda ou terceira vez tem precisamente a ver com a inexistência do factor surpresa. Portanto, tantas linhas para dizer menos que nada, e eu perdida em cogitações, menina aventureira ainda de caracóis ao vento dentro de mim, que aos porquês da vida gosto de responder com E porque não? para desespero de quem me interpela.

Há experiências que nos preparam para a vida.
São aquelas que mais tarde recordamos com um sabor doce ou azedo, de lágrima nos olhos ou sorriso nos lábios. Ou ambos.

Depois há as outras. Aquelas que temos de viver.
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PS_1
E como diz a princesa lá de casa .. às vezes pergunto-me com quem terá aprendido? ;) .. gosto tanto da nossa Vida, Mamã!

PS_2
.. sim, eu sei que aquele pronome em breve vai deixar de ser conjugado na 1ª pessoa do plural :)
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Life is wonderful indeed (continuo neste registo enjoativo, mas que querem?) *
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