22 Oct 2009

weighing up


Imagem retirada da net _

Encontrei-os há dias na escola de equitação da princesa. A filha, já com dezasseis anos, concorre aos Nacionais pela primeira vez este ano, a minha prepara-se para o primeiro exame de sela, coisa pomposa que lhe vai valer a participação em provas de dressage a partir de Dezembro.
Há alguns anos que não os via. Continuam iguais a si mesmo, bem-dispostos, amigos, como o provou o abraço em que fui envolvida, e acima de tudo, juntos.
Tenho pelos casais que superam as intempéries, uma verdadeira admiração. E tenho, porque não tendo conseguido manter o meu casamento, considero que aqueles que se aturam ao fim de vinte ou vinte e cinco anos, contra tudo e acima de tudo contra todos e todas, são de laurear, admirar e respeitar, numa altura em que a realidade que nos cinge é a do usa e deita fora ou se preferirem toca e foge.

Gostei de os ver. Relembrámos uma altura das nossas vidas em que partilhámos tanto que parecia impossível que nos separássemos, como acabou por acontecer. Pelos casamentos, pelas mudanças de casa, de vida, de emprego, pelo nascimento dos filhos. Caminhos muitas vezes paralelos, outras em direcções opostas que a vida se encarrega de juntar de quando em vez como um mimo, uma prenda.

E gostei acima de tudo de voltar para casa com a sensação que estou no caminho certo.
Acreditando que a brick a day, suado e por vezes sofrido, ou entre gozos e gargalhadas, ou de outra forma qualquer mas acima de tudo com honestidade, lealdade e outras não necessariamente terminadas da mesma forma ;), faz mais pela vida de um casal que todas as palavras mansas, rebuscadas .. (bla, bla, bla com evidentes confusões entre de’s e em’s + a’s)

Mas, e como tenho a mania de dar sempre a volta à situação por mais adversa que se me apresente, acabei a pensar que não tendo passado por tudo o que passei não saborearia hoje o que tenho desta forma intensa, que penso ser a única em que vale a pena apostar. Porque para coisas morninhas tenho sempre a manta do sofá, todo para mim, onde posso regressar.

Posso, porque agora não quero. Isn't life wonderful? Yes, it is. ;)
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