30 Nov 2009

home-work for the holiday ;)

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fotografia retirada da internet
may yours be as blessed as *
Well you done done me and you bet I felt it
I tried to be chill but you're so hot that I melted
I fell right through the cracks, now I'm trying to get back
Before the cool done run out I'll be giving it my bestest
And nothing's going to stop me but divine intervention
I reckon it's again my turn to win some or learn some
But I won't hesitate no more, no more
It cannot wait, I'm yours
Well open up your mind and see like me
Open up your plans and then you're free
Look into your heart and you'll find love love love love
Listen to the music of the moment people, dance and sing
We're just one big family
And it's our God-forsaken right to be loved loved loved loved loved
So I won't hesitate no more, no more
It cannot wait, I'm sure
There's no need to complicate, our time is short
This is our fate, I'm yours
Jason Mraz
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life is .. breathtaking ;) isn't it?

27 Nov 2009

Não sou de lágrima fácil eu.
A sério que não sou. Mais depressa choro num filme da Disney como por exemplo no do Rei Leão para vergonha dos meus sobrinhos, ou no Papuça e Dentuça perante o olhar atónito da princesa (que hoje também chora ao revê-lo) do que com situações da vida.
Daquelas pesadas que nos tiram o fôlego e a energia. Que nos consomem por dentro e por fora, fazendo-nos perder peso no corpo e na alma.
Na escritas é a mesma coisa. Gosto de romances históricos, carregados de referências em que os vilões sejam inteligentes ainda que lhe deseje o castigo, e as donzelas etéreas, gosto de biografias, emocionando-me com histórias de vida real mais do que com qualquer ficção bem armada, ou de uma qualquer outra trama que me prenda atenção e me faça, noite fora, roubar ao corpo o descanso merecido em troca do alimento da mente.
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Contudo, por vezes, raramente, sou surpreendida.
Pela forma como se arrumam as letras, pela carga sentimental que transportam maior que os adjectivos que possa expor por aqui para qualificar o que quer que seja, mais abrangentes que todos os recursos estilísticos que se papagueiam em matérias de programas de língua portuguesa ou outra.
Por vezes.
E desta vez fui agradavelmente surpreendida por uma lágrima salgada que escorreu e secou antes que lhe desse pela forma, tão inebriada estava na leitura, desejosa de mais, saber mais, descobrir.
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Parabéns Cristina.
Seguidora por aqui me mantém, calcorreando, pela sua pena, essa Rua da Memória.
Aconselho-vos a ler tudo de tudo.
E a esperar que outro tanto por ali apareça.
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* Bom fim-de-semana *

26 Nov 2009

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"Desejaria contemplar um mundo no qual a educação visasse libertar o espírito da juventude e não aprisioná-lo numa armadura de dogmas destinada a protegê-lo, ao longo da sua existência, das flechas das provas objectivas.
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O mundo tem necessidade de corações abertos, de espíritos francos, e não é por intermédio de sistemas rígidos, antigos ou novos, que se poderão obter
."
:)
Bertrand Russell (1872-1970) in Why I am not a Christian
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25 Nov 2009

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You’d better watch out
You’d better not cry
Better not pout
I’m telling you why
Santa Claus is coming to town
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Idades: 12, 5, 3 e 1 ;)
chega para explicar o desassossego que sinto instalar-se assim de mansinho em faces coradas, sorrisos abertos e mil perguntas no ar?
Guess so ;)

24 Nov 2009

interpretações (viii)

Fotografia do Luís em Outros Olhares
Posso ir?
Têm a certeza?
E se no fundo do fundo que não vejo estiver algo que não me permita voltar atrás?
Haverá outro caminho?
Poderei virar à esquerda ou à direita? Poderei voltar atrás?
E se me perco não mais me encontrando?
E se te perco?
Voltarás a procurar-me até me encontrares se seguir o caminho direito que vejo até ao fundo sem fundo?
E se te perdes tu? Haverá como te encontrar?
Quererás tu que te encontre como eu quero que não me percas?
Posso ir?
E tu vens comigo?
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Obrigada Luís. Verdadeiras inspirações as tuas fotografias :)

23 Nov 2009

soul strip (I)

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Há imensas diferenças que temos de gerir. Os credos, as cores, o gostas de tourada? Ou a literatura, os gostos cinéfilos, e os gastronómicos, os temperos apurados ou não? a roupa espalhada, calças vincadas? e os livros desarrumados, o lado da cama e a água, fresca? Natural? Com gelo? A vida de duas pessoas pauta-se por um entendimento tácito por vezes pouco verbal, argumentativo, por uma consciência da decisão tomada e a alimentar, de corpo e coração e cabeça na sentença, porque para ser de outra forma qualquer falta-me a ilha e a cabana.
De romântica incurável à custa de dois erros que repeti até à exaustão passei a romântica sem nervos (os quarenta dão-nos aquela mescla de serenidade fogosa que ao fim e ao cabo nos protege também ;), sem ânsias e com muita expectativa e esperança naquilo que acredito serem as decisões tomadas. Porque a parafernália de opções continua aí ao virar da esquina, mascarada de sedan’s luzidios e cartões de crédito com plafonds criminosos, palavras caríssimas arrancadas a um thesaurus que infelizmente não traz dicionário; ou seja, most of the time, more shadow than substance.
O resto, o enorme e imensurável resto, o querer estar porque sim e procurar estar porque se quer é outra conversa, ou outros 500 como dizia a minha avó paterna, mulher da beira, pragmática, e para qualquer decisão neste sentido há uma característica fundamental que ou se tem, ou posso garantir que já não nasce: o respeito.

Mais que o amor, a atracção física essencial, fundamental, os planos para um futuro que se acha sempre para sempre, a escolha das mobílias e dos copos da cozinha, a decoração do quarto das crianças e o sofá de pele com que sempre se sonhou, o cheirar bem da boca, e o comer com todos os talheres, há o respeito. E com ele o entendimento das palavras compromisso e lealdade.
E quando existem e são sentidos e partilhados, estão alicerçadas as bases para que tudo a que nos propomos dê os seus frutos. Colheitas. Não é a vida feita de colheitas? Até há um ditado a propósito.

Quando não, continue lá a despejar a banheira com a colher de sopa para ver se alguém se importa .. ;)

És uma sortuda, atiraram-me no outro dia à laia de mescla entre a inveja saudável e legítima e outra coisa qualquer que identifiquei em fundo.
Sou. Mas acima de tudo sou uma crente.
E isso não quer dizer nada mais que uma grande confiança no que sou capaz de quando tenho a sorte que tenho tido de me deparar com pessoas de bem. Nada mais, mesmo.
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20 Nov 2009

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Não imites nada nem ninguém.
Um leão que copia um leão torna-se um macaco.
Victor Hugo
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Porque anda para aí uma macaquice pegada que até pasmo como passa por inédita a intenção.
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;) Bom fim-de-semana *
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19 Nov 2009

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Acabou ali o meu segundo conto.
Porque há irrealidades tão possíveis quanto realidades impossíveis. Achamos nós.
Mas não são.
Mesmo.
:)
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17 Nov 2009

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Inaugurei por aqui ontem a época natalícia :) Fica o aviso que daqui até ao final do ano este blogue vai andar insuportavelmente enjoativo! ;)
Just in case *
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PS_ e o trabalho tem sido imenso, além dos ensaios para o sarau da mais que tudo lá de casa, e dos horários estapafurdios das aulas para o exame de sela, e .. e ... (não queriam mais nada!) e eu sem tempo para respirar, passeoblogar , comentar, escrever and so on *
C'est la vie
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* Boa Semana *

13 Nov 2009

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Gostei imenso deste texto da Cristina Nobre Soares que, a propósito, apresenta o seu Gineceu no próximo dia 14 na Lx Factory pelas 18h00 :) Parabéns Cristina :) * estamos a aplaudir *
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A propósito de leituras e se há pessoa que escreve com a sensibilidade no aparo da caneta é esta Minha Amiga :) já leram mais bonito desejo de Feliz Aniversário? Eu não.
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O Pedro Correia iniciou-se no Delito de uma nova série que me encanta, e como este postal de hoje é para falar do que me agradou (e desagradou) nos últimos tempos, aqui fica o registo, desta vez sobre o Rios deste nosso amado (por vezes mal) Portugal :)
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Assumo-me desde já sextafeiraódependente das crónicas que, de graça, Patti e Carlos, nos oferecem nos seus espaços. E ainda que a senhora PresidentA esteja à minha espera por aqui este fim-de-semana (acreditam que não encontro o meu chapéu?!) isso não é desculpa para não ter deixado a coisa pronta a sair do micro-ondas à hora Y! ;) .. nem eu tenho desculpa pela falta de atenção (Obrigada Gi, vais pagá-las!) :) As crónicas são quinzenais, Menina, repito dez vezes!
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João Severino, iniciou uma série de retalhos da sua Vida. Vale a pena ler! Alguns tão intensos que me deixam um nó na garganta e a impossibilidade de comentar por nada haver a acrescentar. Abraço João. Libertar fantasmas .. *
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O que me descontentou, perguntam?
Isso é para outro postal. Aquele que vai falar de voyeurismo, cusquice, dor de cotovelo, amargura, despeito, fel e inveja, mentira e invenção; tanta que os intervenientes já nem sabem às quantas andam, os pobres ;)
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Mas por ora não tenho tempo! E até ter pode ser que faça por me esquecer. Afinal se sou defensora da filosofia que as coisas (sim, coisas) só têm a importância que lhes damos, está na altura de passar para o acto a frase pomposa, right?
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..tenho obrigatoriamente que encontrar o meu chapéu!
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Have an outclass week-end!
Howdy! ;)

12 Nov 2009

A propósito deste texto brilhante da Teresa Ribeiro, lembrei-me da minha singela short novel baseada em ficções verazes, e dei por mim a pensar em todos os casos que conheço, vividos por pessoas que conheço.
De facto, e realmente, há um de sucesso! com direito a prole e entusiasmo de alma gémea ;)
Os outros?
Não passaram de caçadas falhadas, alguns em que as meninas e os meninos deram pela coisa a tempo, outros em que desconfio ainda vão dar.

;)
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11 Nov 2009

Mais uma acha para a fogueira ;)
Este comentário, de um Amigo de quem tenho muitas saudades, foi recebido há quase um ano a propósito do propósito que me levou a escrever hoje o postal aqui em baixo ;)
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Paulo Cunha Porto said...
Sem o apuro feminino, há uma certa ordem equiparável que fica em muitos homens que fizeram tropa. Beijinho, Querida Once
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"At the age of eleven or thereabouts women acquire a poise and an ability to handle difficult situations which a man, if he is lucky, manages to achieve somewhere in the later seventies. "
P. G. Wodehouse, Uneasy MoneyBritish humorist & novelist in US (1881 - 1975)
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;) .. cheers Mr. Wodehouse
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PS_ É um facto. Comprovado. Mas essa irreverência e falta de jeito muitas vezes propositada também vos fica muito bem ;)
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9 Nov 2009

Freedom .. can you spell it? and do you feel it?

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Queria escrever algo sobre a liberdade.
Sobre o Muro de Berlim e todos os Muros, físicos e não só, que ainda temos neste planeta a que chamamos nosso, onde o homem se acha com poder legítimo para mandar em outros Homens, para os impedir de viver livres como é suposto, para os impedir de pensar. E onde esses mesmos Homens por vezes se abstêm de lutar, se recusam a reagir.
Queria escrever algo sobre o que foi para mim a “queda” do Muro de Berlim e como vivi o dia na altura. Queria contar-Vos que foi das poucas vezes que vi o meu saudoso Pai chorar e, na altura, isso teve um impacto muito maior que a visão daquelas pedras a ser marteladas e arrancadas por pessoas em euforia.
Queria. Mesmo.
E queria expressar a minha opinião sobre as opiniões que já vi escritas sobre os festejos impróprios desta fuga para a liberdade. Como se o facto de ainda haver pessoas a morrer nos impedisse de festejar as vidas que conseguimos salvar.
Queria.
Mas depois, aliando a falta de tempo para elaborar um texto profundo do qual goste a outros factores que se prendem com tantos outros detalhes de que é feito o nosso dia-a-dia, acabei por desistir, convencendo-me que era melhor deixar passar em branco por aqui, ainda que o Once tenha refilado de grande e batido com o pé no chão!
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Até ler este texto de Luís Novaes Tito.
Para quê escrever o que quer que seja se está ali escrito e assinado tudo o que penso?
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Obrigada Meu Caro.
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6 Nov 2009

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(imagem da net)

Não voltar aos locais onde fui tão feliz?
Primeiro era preciso que não achasse esta máxima um verdadeiro contra-senso, depois, era ainda preciso, que tivesse deixado de o ser. *

Bom fim-de-semana e não! não se aceitam encomendas de travesseiros ;)
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5 Nov 2009

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Lendo The Conquest of Happiness, Bertrand Russell, 1930, e pensando que de facto, real e inexplicavelmente é grande a soberba de quem se aborrece de ser feliz.
;)

4 Nov 2009

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Há uma imperceptível diferença entre sair de casa com o pequeno-almoço tomado e sem nada na barriga. É ténue a fronteira que separa a comodidade a que estamos habituados desta ideia peregrina que a mesma é garantida.
Não questionamos, nem perdemos dois segundos a pensar na sorte que temos.
Nem nunca por nunca achamos que algum dia estaremos do outro lado do muro.
Mas podemos ir lá parar. Tão subtilmente quanto.

É fértil em iniciativas a época que se avizinha. Época de hipocrisia como gostam de apelidar aqueles que pouco fazem durante o ano inteiro e estarrecidos com a capacidade de ajuda de alguns que podem até menos que eles, num tão a propósito sentido desdém bem lusitano, amofinam, criticam, encontram mil e um defeitos e levantam centenas de suspeições em cima de quem age, de quem tenta fazer a diferença entre fazer muito pouco porque muito pouco se pode e não fazer rigorosamente nada.
É pena. Mas envolvida que estou ao longo do ano inteiro em pequenas iniciativas que primam por essa linha ténue, por essa ajuda imperceptível, por esse conforto que não tem preço, não se vende na farmácia nem tão-pouco aparece nas notícias, já estou vacinada contra a untuosa sonsice que vejo grassar em alguns nichos de gente de bem.
Há anos em conversa com um amigo muito amigo que já muito viu por esse mundo fora argumentava eu, estupidamente, o mesmo género de argumentos que ouvia papaguear à minha volta. Lembro-me do ar sereno e do meio sorriso triste com que me respondeu: se de tudo o que se fizer, de todo o dinheiro que se gastar, de todas as mercadorias, bens alimentares e outros que se enviarem conseguirmos salvar uma única vida, já tudo valeu a pena.
Lembro-me de ter ficado em silêncio. Uma única vida. Que a nós nos parece dado adquirido sem direito a devolução ou pagamento de renda.

É fértil em iniciativas a época que se aproxima.
Quem sabe não conseguiremos mais que uma vida este ano.
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3 Nov 2009

Mãe .. Mulheres, Mães.

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Vejo-as todas as manhãs. Chego fresca e cheirosa, em salto alto ou em salto nenhum, estaciono no meu lugar usufruindo da comodidade de uma garagem e de outra mais importante, a de ter um carro que percorra por mim o caminho que separa a escola da minha filha do meu emprego e vice-versa. Chego normalmente a horas não partilhadas pelos meus colegas de estacionamento e vejo-as todas as manhãs.
De bata azul, chinelos nos pés, cabelo amarrado, baldes, esfregões, vassouras e panos, descem a rampa até aos lavabos onde, àquela hora matutina e após lavarem, esfregarem e desinfectarem o local que me espera para oito horas de trabalho, mudam de roupa e seguem o dia que para elas tem mais horas do que para mim. Horas de trabalho. São alegres e bem-dispostas, cumprimentam-me em coro quando me avistam, algumas são estrangeiras e não lhes sei o nome, outras, caras já minhas conhecidas, que me perguntam timidamente pela princesa cuja fotografia junto ao meu computador, lhes é familiar. O dia que para mim começa com um café duplo e a fumegar e a leitura de correios electrónicos com que me brindam os que comigo trabalham em diferentes fusos horários, sentada confortável numa cadeira de rodinhas, para elas segue já com o peso de algumas horas de afazeres que começaram quando me levantei. Ou se calhar antes disso.
São mulheres e mães como eu. E na vida certamente tomaram tantas e tão boas decisões como as que acho já tomei. Os filhos também as esperam em casa ao fim de um dia em que provavelmente chegam mais cansadas, sem tanta paciência, ou talvez não.
São vidas que correm paralelas à minha, tão perto quanto um sorriso de bom-dia faz a diferença, e no entanto tão longe da realidade que me envolve. Mulheres que limpam, lavam, esfregam e desinfectam enquanto eu escrevo, traduzo, analiso, preencho e opino, num trabalho que normalmente nem se vê, nem se dá conta que existe e que alguém o faz.
À custa de noites interrompidas e de madrugadas passadas nos transportes públicos.
À custa de horas sobre horas que a elas lhes sobram em trabalho não tão agradável. Definitivamente não tão aconchegado.

De que me queixo eu, afinal?
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2 Nov 2009

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É tal e qual.
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Há imensas diferenças com as quais nos habituamos a conviver.
Há outras que nos são quase impostas num politicamente correcto muito em voga na última década como se fossemos todos iguais, todos o mesmo.
Não somos.
Nem queiramos fazer de conta porque a nossa individualidade dificilmente nos manterá a sorrir condescendentes e apaziguantes por muito mais tempo.
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