27 Nov 2009

Não sou de lágrima fácil eu.
A sério que não sou. Mais depressa choro num filme da Disney como por exemplo no do Rei Leão para vergonha dos meus sobrinhos, ou no Papuça e Dentuça perante o olhar atónito da princesa (que hoje também chora ao revê-lo) do que com situações da vida.
Daquelas pesadas que nos tiram o fôlego e a energia. Que nos consomem por dentro e por fora, fazendo-nos perder peso no corpo e na alma.
Na escritas é a mesma coisa. Gosto de romances históricos, carregados de referências em que os vilões sejam inteligentes ainda que lhe deseje o castigo, e as donzelas etéreas, gosto de biografias, emocionando-me com histórias de vida real mais do que com qualquer ficção bem armada, ou de uma qualquer outra trama que me prenda atenção e me faça, noite fora, roubar ao corpo o descanso merecido em troca do alimento da mente.
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Contudo, por vezes, raramente, sou surpreendida.
Pela forma como se arrumam as letras, pela carga sentimental que transportam maior que os adjectivos que possa expor por aqui para qualificar o que quer que seja, mais abrangentes que todos os recursos estilísticos que se papagueiam em matérias de programas de língua portuguesa ou outra.
Por vezes.
E desta vez fui agradavelmente surpreendida por uma lágrima salgada que escorreu e secou antes que lhe desse pela forma, tão inebriada estava na leitura, desejosa de mais, saber mais, descobrir.
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Parabéns Cristina.
Seguidora por aqui me mantém, calcorreando, pela sua pena, essa Rua da Memória.
Aconselho-vos a ler tudo de tudo.
E a esperar que outro tanto por ali apareça.
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* Bom fim-de-semana *