4 Dec 2009

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Inspira-me este texto da Margarida a concordar. Inspira-me a dizer o que penso sobre o tema. Frutuosa é esta vida que me permite a mim e a ti numa mesmíssima (será?) situação aprender diferente, sentir diferente, gritar diferente e acabar igual.
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Matar alguém dentro de mim?
Alguém que já ocupou o canto do coração dedicado ao sentir de todo o músculo? Alguém por quem vibrei, com quem vivi, com quem ri e por causa de quem chorei? (tenho para mim se que em dada altura não choramos não sentimos verdadeiramente, que querem?). Matar o passageiro que a vida colocou direitinho, sentado e bem penteado no lugar ao lado daquele que eu ocupava, e que por causa de uma coincidência tão parva quanto um concerto de piano ou uma ida à praia, um passeio de moto ou outra coisa qualquer assim simples e idiota se amarrou a mim e eu a ele e fomos felizes, infelizes e felizes outra vez?
Não.
Nunca matei ninguém que tenha deixado entrar sentimento adentro com artes de invasor. Mas .. ah pois, achavam que era assim coisa linear de Mulherzinha bem comportada que fala francês, inglês e alemão e toca piano, não? Mas .. consegui outro algo. Esquecer. E acima de tudo .. ignorar. Num processo lento e acarinhado, por vezes rasgado e ensopado em lágrimas, sem desprezo, sem dor de cotovelo ou em outra qualquer extremidade de corpo, com alguma angústia. Esquecer.
Ignorar.
E acima de tudo (este acima, acima do outro s.f.f.) permitir ao músculo que vibre de novo, se encante e me encante, me faça feliz e me permita ser feliz.

Parece fácil não parece? Mas não é.

Tenham um excelente fim-de-semana :)
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