20 Jan 2010

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Péricles e Sólon e os princípios da democracia em Atenas, debita a mais que tudo com teste de história a aproximar-se a passos largos. Acabar com a escravidão por motivo de dívidas, parece-me uma excelente medida mummy mas podiam ter aproveitado para acabar com ela por todos os motivos, coisa que só se vem a verificar alguns séculos depois, não foi? Hum, hum, respondo-lhe enquanto dobro meias, collants, perneiras e afins. E mummy? Sim?
..sabias que os tribunais eram constituídos por seis mil pessoas e só um homem era responsável pelo manter da ordem? Ahhh exclamo, pensando na nossa reduzida, revolta e pouco ordeira Assembleia.
Péricles disse ainda que doravante seria atribuído um subsídio a todos os homens que exercessem cargos políticos, é justo! Continua a miúda. Assim os mais pobres podiam concorrer a cargos públicos, continua. Mummy? Conheces alguém muito pobre que tenha chegado a Governante? Assim de repente querida, espera .. deixa-me pensar.
E Aristóteles Mummy, sabes quem é certo? .. Certo, respondo, suspirando. Faltam-me três meias, detesto quando isto me acontece. Aristóteles defendia a democracia ateniense como sendo forte e com bases seguras dado que as magistraturas não podiam ser exercidas pela mesma pessoa mais que uma vez e eram de curta duração. O professor explicou-nos que era acima de tudo para evitar a corrupção.
Mummy
?
Sim querida? (encontrei um dos pares fugitivos, menos mal) a páginas tantas (esta expressão é minha, diabinho de clone!) os homens futuros perderam algo dos antigos, não achas?
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Os homens futuros, engraçada a equação de uma mente de doze anos que salta magistralmente sobre o presente que parece, até a ela, não interessar.
Homens futuros.
São eles.
Os nosso filhos.
Que lhes saibamos transmitir tudo o que vão precisar para emendar o que fazemos no presente.
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