14 Jan 2010

São tempos de luto.
E desta vez não por causa das guerras do homem contra o homem, da falta de humanidade, da arrogância e do despudor com que se tratam os nossos iguais nos quatro cantos do mundo. Não por causa da ambição, da falta de carisma, da desonestidade e do despotismo com o quais tantos outros escravizam os nossos iguais nos quatros cantos do mundo.
Não por nossa causa mas se calhar por causa de nós e das nossas causas. Ou não.
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O certo é que os tempos são de luto.
A Natureza, essa força indomável, revoltou-se. E revelou-se.
Estamos longe nós.
Muito longe para chegar um cobertor ou uma malga de sopa. Para dar tecto às crianças que ficaram órfãs, para levar os hospital os estropiados, magoados, para enterrar os mortos e consolar os que ficaram.
Mas estamos perto para poder ajudar, fazer a pequena diferença entre fazer algo e não fazer nada.
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À Caritas, organização que conheço bem, todo o sucesso neste amealhar de meios em tempo recorde.
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Tem de ser possível.
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