5 Jan 2010

«Sentados a uma mesa da taberna A Catedral, o jornalista Santiago Zavala conversa com o seu amigo Ambrosio. Estamos em Lima, na época ditatorial do general Manuel A. Odría (1948-1956), e dessa conversa, acompanhada de cerveja, emerge um Peru cruel, corrupto, desesperançado, matéria-prima ideal, portanto, para um romance que só um grande jornalista e escritor como Vargas Llosa poderia ter produzido.
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Recebi-o no Natal.
Entre compromissos, visitas, almoços e lanches, algum voluntariado que nesta altura assume, para quem o recebe, uma importância maior que o verbo, viagens de Final de Ano e Consoadas, tenho andando com ele debaixo do braço. Ontem a princesa, olhou-me muito séria e proferiu: mummy, deve ser fantástico esse livro! (acho que me chamou umas vinte vezes antes de me conseguir arrancar da página por onde viajava) ;)
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Sou admiradora da obra e do escritor jornalista como aqui aparece referido. Um escritor duro, de palavra cheia de significado, que escreve sobre o que se passa, passou e provavelmente vai passar-se de novo com a Humanidade à qual, por vezes em alguns desabafos (principalmente quando lido no original) não gosta particularmente de pertencer.
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Conversas na Catedral .. ou como alguns homens poderiam realmente mudar tudo. De tudo.
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